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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Qual a diferença entre voto em branco e voto nulo?

Com a chegada das eleições neste próximo Domingo, achei interessante compartilhar com vocês essa duvida
que costuma ser geral
fonte: http://br.eleicoes.yahoo.net/guiadoeleitor/15

Na prática, não há mais diferença entre um e outro. Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato. Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição. Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.

O voto nulo ocorre quando o eleitor digita, de propósito, um número errado na urna eletrônica e confirma o voto. Para votar em branco, o eleitor aperta o botão "branco" do aparelho. Antes de existir urna eletrônica, quem quisesse anular o voto rasurava a cédula de papel – tinha gente que escrevia palavrão e até xingava candidatos. Quem desejasse votar branco, simplesmente deixava de preencher os campos da cédula.

As dúvidas sobre esse assunto sobrevivem porque, até 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato. Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um "candidato virtual". Mas os votos nulos não entravam nessa estatística.

Com a lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta. A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir maioria absoluta dos votos, "não computados os em brancos e os nulos".

Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes? Há controvérsia sobre isso. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político. Já o voto em branco simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa. Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística. Porém, depois da mudança da lei essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.

Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições tem circulado e-mails que pregam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.

Esses textos dizem que se houver mais de 50% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais. Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação, segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

3D: Obstáculos a Superar !!



Nem tudo é sucesso em 3D. Muitas pessoas têm queixas da TV ou do cinema tridimensionais. Pesquisas internacionais mostram que 15% das pessoas que assistem por mais de meia hora a programas TV, filmes ou mesmo videojogos 3D se queixam de mal-estar, tontura ou dor no globo ocular.
A imagem 3D é uma ilusão de óptica, como ocorre com o cinema e a TV. Para melhor compreender os problemas do cinema ou da TV 3D, é essencial relembrar que a percepção de imagens tridimensionais, ou estereoscópia, por nosso cérebro resulta da superposição das imagens recebidas por cada olho. Como cada uma dessas imagens tem um pequeno deslocamento causado por seus diferentes pontos de origem, nosso cérebro as superpõe, dando-nos a percepção tridimensional. O deslocamento das imagens denomina-se paralaxe.

Por isso, as câmeras 3D têm duas objetivas. A distância entre o centro de cada uma delas deve ser a mais próxima possível da distância entre o centro de cada uma de nossas pupilas, que é de 6,4 centímetros, em sua média mundial. Se as câmeras de filmagem ou captação das imagens 3D não tiveram distâncias próximas dessa média, o espectador reagirá com a sensação de desconforto. Qualquer discrepância maior do que 10% dessa distância, seja na câmera de captação seja nos olhos do espectador, pode causar o mal-estar denunciado por muitas pessoas.
Na opinião dos especialistas, esses problemas têm correção, tanto na fase de captação como na de produção de melhores conteúdos, ou podem ainda ser ajustadas por óculos especiais hi-tec.
Outra queixa dos espectadores é a sensação de artificialismo quando os efeitos tridimensionais são exagerados, para provocar reações mais fortes do usuário. Isso é aceitável nos videogames, em que os monstros dão a sensação de saltar sobre nossas cabeças. Ou que um animal ou inimigo vem em nossa direção e nos dá a sensação perfeita de que está saindo da tela. 
O importante é que as causas dessas reações começam a ser detectadas e corrigidas. A indústria, na verdade, ainda está aprendendo quase tudo sobre estereoscopia. Inclusive vale lembrar que muitas vezes o angulo ou enquadramento de uma cena que privilegia a sençação de 3D, muitas vezes não é o melhor ângulo do ponto de vista do diretor de fotografia.