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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TV POR ASSINATURA CRESCE 21% EM 2010



Com 224.749 novos assinantes, o Brasil chegou a setembro de 2010 com 9.073.817 domicílios com TV por Assinatura. O crescimento observado representa uma evolução de 2,5% em relação à base de assinantes do mês anterior. No ano, o setor acumulou crescimento de 21,4%, representando uma adição de 1.600.341 novos assinantes. O crescimento percentual acumulado até o terceiro trimestre de 2010 já é superior aos verificados ao longo de todo ano de 2008 (18,18%) e 2009 (18,24%). Segundo a Anatel, em setembro de 2010, os serviços prestados via satélite (DTH) cresceram 4,1% ante uma evolução de 4,3% no mês anterior. O número de assinantes que recebem os serviços via TV a Cabo (TVC) cresceu 1,5% em setembro; em agosto, era de 2,1%.
Já as prestadoras de MMDS perderam, aproximadamente, 1,4% de sua base de assinantes no mesmo período.
Em 2010, os serviços de DTH acumulam crescimento de 41,7%. No mesmo período, TVC obteve um crescimento acumulado de 11,4%.
Como consequência da contínua expansão dos serviços de DTH em relação às demais tecnologias, houve nova ampliação da participação dos serviços prestados via satélite no mercado de TV por Assinatura.
Em janeiro de 2010, os serviços DTH representavam 37,4% do mercado nacional e os serviços prestados via TV a Cabo possuíam 57,9% de market share; ao fim de setembro de 2010, a participação do DTH atingiu 43,4% da base e os serviços a cabo passaram a atender 53% dos assinantes.
Para se ter uma idéia de como o setor vai bem em 2009 o setor contava com pouco mais de 7 milhões de assinantes, e mostrava um crescimento de 18%, o maior registrado desde 2002.
Um dos dados importante foi o crescimento do DTH. O crescimento absoluto foi superior ao da TV a cabo em 2009. Segundo dados da Anatel, o mercado de TV por assinatura via satélite cresceu 688 mil clientes em 2009, contra 503,8 mil da TV a cabo e uma perda de 41,5 mil clientes do MMDS. Em números relativos, o DTH cresceu 32,9%, o cabo, 13,2% e o MMDS teve queda de 10,47%. Hoje, há 4,3 milhões de assinantes de TV a cabo (57,9% de market share), 2,8 milhões de assinantes de DTH (37,3% de market share) e apenas 355 mil de MMDS (4,8% de market share) no País. A Sky registrava, segundo apresentações da empresa nos EUA, cerca de 1,8 milhão de assinantes no terceiro trimestre. Com isso, é possível deduzir que os DTHs da Embratel, Telefônica e Oi, somados a outras pequenas operadoras de DTH como NossaTV e DTHi, já estejam muito próximos de bater a marca de um milhão de clientes.
Em julho, as assinaturas de DTH cresceram 3,8% ante uma evolução de 0,9% do serviço via cabo. As prestadoras de MMDS, por sua vez, perderam 0,7% de sua base de assinantes no mesmo período.

Com a forte demanda pelo serviço DTH, a tecnologia chegou a 42,2% do ranking. A participação de TV a cabo na base de assinantes caiu de 57,9% registrados em janeiro contra 53,9% em julho. Os assinantes da tecnologia MMDS caíram de 4,7% para 3,9% entre janeiro e julho deste ano.

As regiões Norte (61,4%) e Nordeste (38,8%) cresceram acima da média nacional nos últimos 12 meses, de 24,05%. O menor crescimento, em igual período, foi observado na região Sul (17,5%), acompanhada pelas regiões Centro-Oeste (22,4%) e Sudeste (23,2%), percentuais de crescimento anual abaixo da média nacional.
Uma varredura mais detalhada nos números do mercado de TV paga brasileiro, referentes ao primeiro semestre do ano, mostra que duas forças estão alavancando o serviço de TV por assinatura pela tecnologia do DTH (via satélite): as operadoras de telecom, de um lado, e a igreja evangélica, de outro.

Entre as operadoras de telecom, o destaque fica com a Embratel, que apresentou crescimentos mensais de dois dígitos (variando de 12,69% a 17,94%), somando, no final do primeiro semestre, crescimento de 91,28% em sua base de clientes, que alcançou 655.710 assinantes. Em segundo lugar em captura de clientes aparece a Nossa TV (Rádio e Televisão Modelo Paulista), operadora ligada a uma igreja evangélica. Embora ainda pequena em número de clientes, se comparada com os demais players do segmento, essa operadora se destaca pelo crescimento contínuo, a taxas de mais de 5% ao mês, o que resultou em crescimento de 34,38% no primeiro semestre do ano.

A Sky continua líder em DTH – fechou o período com 2,179 milhões de clientes –, mas as operadoras de telecom (que têm pouco mais de quatro anos no mercado de TV paga desde a aquisição da TVA pela Telefônica, em setembro de 2006) já representam 42% dos assinantes nessa tecnologia, com 1,468 milhão de clientes. A Sky, por sua vez, apresentou crescimento de 10,44% nos primeiros seis meses do ano.

Oi e Telefônica, apesar de contribuir com mais de 700 mil assinantes para a base de TV paga, tiveram um desempenho errático no primeiro semestre de 2010. A Oi fechou o período com 344,2 mil clientes de TV paga e a Telefônica com 468,8 mil assinantes.

Há ainda quatro outras operadoras de DTH cadastradas na Anatel: a CTBC, a DTCom, a Star Sat e a Rádio TV do Amazonas. Outras três empresas já pediram licença (entre elas, a GVT) e estão em fase de instalação de suas redes.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Broadcasters não entendem Google TV : Afirma executivo da Google


Com emissoras pedindo o pagamento para permitir a que a sua programação  seja vista através da nova plataforma de TV do Google conectado à Internet. 
Um executivo da Google na semana passada disse que a tentativa representa um "mal entendido" pela indústria da TV do que o Google está tentando fazer.
ABC, CBS e NBC  bloquearam episódios completos nas amostras do navegador Google TV desde que o produto tornou-se disponível no mês passado. Eles estão exigindo o pagamento pela programação.
Falando em uma conferência de Streaming Media em Los Angeles, o gerente de produtos da empresa disse que a TV do Google se destina a complementar o cabo e a difusão do modelo de negócios de TV, acrescentando o acesso à Internet. A plataforma de TV inteligente baseado no sistema operacional Android, do Google TV instantaneamente busca na internet o conteúdo televisivo usando uma barra de pesquisa.
HBO, TBS, TNT, CNN e Cartoon Network estavam entre os primeiros canais de cooperação com o Google TV. No entanto, as redes têm resistido. Alguns analistas disseram que o bloqueio dos organismos de radiodifusão se destina a desencorajar as pessoas a cancelar suas assinaturas mensais com cabo e provedores de serviço de TV via satélite, eliminando a possibilidade de assistir episódios online gratuitamente em seus televisores conectados à Internet.
O executivo disse que o Google TV não vai pagar para ter acesso a programas online, embora YouTube - uma subsidiária do Google - poderia estender o seu modelo de compartilhamento de receita publicitária para a sala.
"A forma como nós iremos pagar por conteúdo é através de um mecanismo semelhante ao pagamento por conteúdo no YouTube. Esta é a diferença entre o Google TV e YouTube. O YouTube é um serviço. Google TV em si é, literalmente, apenas uma plataforma. "
A US $ 10 por mês o plano de assinatura on-line de vídeo , permite aos usuários acessarem os episódios  de muitos programas de TV atuais da News Corp 's Fox, a NBC Universal eda Walt Disney Co. 's ABC, como "Glee", "30 Rock" e "Modern Family".
fonte: Broadcast Engineering