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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Relatório mostra que TV concentra a maior parte do faturamento de meios de comunicação


O relatório da Subcomissão Especial da Câmara dos Deputados sobre Mídia Alternativa aponta que a televisão concentra 64,8% do faturamento total dos meios de comunicação brasileiro, incluindo emissoras de rádio e de TV, jornais, revistas, midia exterior , TV por assinatura, internet, guias e listas e cinema.

Em 2012, o faturamento total desses meios foi de R$ 16,6 bilhões, sendo que a TV se apoderou de mais de R$ 10,8 bilhões. “Esse bolo foi majoritariamente distribuído entre as quatro maiores empresas do setor: Globo, Record, SBT e Band”, informou a relatora da subcomissão, deputada Luciana Santos (PCdoB-PE). “Mas, mesmo entre essas oligopolistas, a distribuição é desigual, já que a Rede Globo, sozinha, abocanha algo próximo a 70% das verbas destinadas à televisão”, complementou.

Verbas oficiais

A deputada também afirmou que o governo federal hoje estimula essa concentração de faturamento em poucos veículos de mídia, ao distribuir as verbas oficiais de publicidade. “Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República [Secom] em abril deste ano, a televisão recebeu aproximadamente 62% das verbas federais de publicidade”, apontou. “E a Rede Globo, mais uma vez, é a principal beneficiada. No ano de 2012, a empresa recebeu 43% do total de verbas destinadas à televisão”, complementou.

Luciana Santos acrescenta ainda que há concentração regional, com a maior parte do faturamento dos meios de comunicação se concentrando em poucas cidades. “Segundo dados do Projeto Inter-Meios, 26,8% do faturamento bruto das empresas de mídia vem de empreendimentos localizados na Grande São Paulo; outros 12,6% são originados por empresas situadas no estado do Rio de Janeiro”, disse.

Para apresentar as propostas sugeridas em seu relatório, a deputada se inspirou em projetos aprovados na 1 conferencia de Comunicação, realizada em 2009; em propostas de movimentos sociais que lutam pela democratização das comunicações; e de propostas já em tramitação na Câmara.

fonte : Agencia Camara Noticias

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Operadoras serão responsáveis pela realocação de canais da faixa de 700MHz !!

Publicação do edital depende de um regulamento que garanta a ‘convivência’ dos serviços de telecom e radiodifusão.
A Anatel aprovou na quinta-feira (31) a destinação da faixa de 700MHz para as empresas de telecomunicações, mas a destinação só entra em vigor com a publicação do edital de licitação.
A faixa, conhecida como dividendo digital, abriga hoje os canais UHF de 52 a 69, entretanto, a publicação do edital depende de um regulamento que garanta a ‘boa convivência’ dos serviços de telecom e de radiodifusão, após o replanejamento dos canais públicos.
Mas, uma das premissas para o uso da faixa pelas empresas de Telecom é o custo. Elas devem ser responsáveis pela redistribuição dos canais da radiofusão e pelos possíveis problemas de interferência – item que estará explícito no edital.
A infraestrutura também poderá ser usada por mais de uma prestadora, desde que as empresas estejam aptas e autorizadas para prestar o serviço e a radiofrequência utilizada seja outorgada por pelo menos uma dessas empresas.
Segundo a Agência, o processo está alinhado às normas de ‘harmonização’ da UIT (União internacional de Telecomunicações) o que pode garantir benefícios em equipamentos de rede, terminais para usuários e redução de custos.
A agência também considera que o uso da faixa será essencial para massificação dos serviços de banda larga no país, inclusive em áreas ainda não atendidas, como a rural.

Fonte: Anatel ( Ip News )