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quarta-feira, 4 de abril de 2012

CPQD apresenta aplicações para TV Digital Interativa

O CPqD começou a entregar ao Ministério das Comunicações,  um pacote de aplicações e componentes de software para TV digital interativa baseada na plataforma Ginga - que, a partir de 2013, deverá equipar boa parte dos novos aparelhos de televisão vendidos no Brasil. As aplicações vêm sendo desenvolvidas desde 2008, como parte do projeto Serviços Multiplataforma de TV Interativa (SMTVI), que conta com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), do Ministério das Comunicações, e tem o objetivo de oferecer serviços eletrônicos por meio do aparelho de TV - um veículo de comunicação bastante popular no Brasil. "Com isso, o CPqD espera dar uma forte contribuição ao Ministério das Comunicações no sentido de fortalecer e enriquecer a TV digital no país, permitindo que novos serviços e aplicações interativas sejam ofertados à população brasileira", afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD. A intenção é estimular o uso de serviços eletrônicos por pessoas não familiarizadas com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), derrubando eventuais barreiras que a linguagem digital ainda encontra para se popularizar. 
Três fases de entrega O objetivo do CPqD é tornar disponíveis não só as aplicações interativas desenvolvidas para o Ginga - com base nos padrões do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre - como também os códigos dos programas, documentação e manuais de instalação. Além disso, está previsto o fornecimento de ferramenta de autoria e de uma biblioteca de componentes de software, que permitirá que desenvolvedores criem outras aplicações interativas para TV digital, utilizando conceitos de orientação a objetos. 
A ideia é que essas aplicações, componentes e o material de apoio necessário possam ser baixados pelos interessados do site do Ministério das Comunicações, ou do CPqD. Como o projeto SMTVI está em fase final de desenvolvimento (o prazo para conclusão é maio de 2012), a disponibilidade dos programas deverá seguir um cronograma, dividido em três fases. Na primeira, programada para 15 de março, serão entregues a aplicação PrevidênciaFácil, que permite visualizar na tela da TV digital informações e documentos necessários para a obtenção de aposentadoria; a biblioteca de componentes em Ginga e a ferramenta de autoria, todos com códigos e manuais. Nas outras etapas, marcadas para 15 de abril e 15 de maio, outras aplicações e serviços ficarão disponíveis para os interessados. É o caso, por exemplo, do IncluaSaúde, aplicação que permite marcar consultas em postos de saúde pelo aparelho de TV, e do ProcuraEmprego, que facilita a busca por vagas de emprego no país, entre outras.

fonte: Produção Profissional

terça-feira, 8 de março de 2011

CPqD inaugura seu Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID

O CPqD inaugurou seu Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID - tecnologia de identificação por radiofrequência que vem ganhando cada vez mais espaço em diversos setores, como indústria de manufatura, distribuição e logística, varejo e até no rastreamento de animais e pessoas. O novo laboratório do CPqD é o único no Brasil que possui uma câmara semianecóica com capacidade para fazer avaliações simulando o uso da tecnologia RFID em ambientes de grandes dimensões - por exemplo, em centros de distribuição ou veículos.
"O objetivo é ajudar a indústria e outros setores usuários da tecnologia RFID a definir a melhor solução tecnológica para a sua aplicação", explica Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Inaugurado pelo ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante, o laboratório começou a ser montado em junho de 2009 e contou com o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do MCT, e da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos. O valor total do investimento atingiu R$ 8,8 milhões - R$ 8 milhões do FNDCT/Finep e R$ 800 mil do CPqD.

Para abrigar o novo laboratório, foi construído um prédio próprio, dentro do qual foi montada a câmara semianecóica, que tem 7 metros de altura, 19 metros de comprimento e 10 metros de largura. Completamente blindada, essa câmara é revestida internamente por placas absorsoras e simula um ambiente aberto, mas sem interferências eletromagnéticas externas. Com isso, é possível medir sinais de radiofrequência livres de interferências que podem mascará-los ou prejudicar o funcionamento do equipamento em teste. Esse é um requisito importante para o funcionamento adequado da tecnologia RFID.

Serviços diferenciados

O Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID do CPqD fará três tipos principais de análises. Um deles é o teste e medição de radiofrequência (RF), destinado a verificar se os dispositivos RFID (leitores e etiquetas) estão em conformidade com os padrões e protocolos do mercado. Além disso, esse tipo de análise permite definir a melhor faixa de frequência a ser usada na aplicação, o encapsulamento adequado para a etiqueta (tag) RFID, ou ainda o melhor  posicionamento da tag em relação ao leitor, levando em conta uma série de fatores - entre eles, o material da superfície em que a etiqueta será aplicada (existem materiais, como o vidro e o metal, que provocam interferências ou reflexão dos sinais de radiofrequência).

Outro tipo de estudo realizado pelo laboratório permitirá verificar se as etiquetas e leitores RFID estão de acordo com os padrões da EPCglobal, entidade responsável pela implementação do Código Eletrônico de Produtos (EPC) adotado pela indústria de bens de consumo e a cadeia logística - segmentos que concentram a maior parte das aplicações da tecnologia RFID atualmente. Para realizar essas análises, o novo laboratório dispõe de cenários de esteira e portal adaptados ao padrão EPC.

Além disso, o laboratório de RFID do CPqD atuará no desenvolvimento, teste e simulação de aplicações baseadas nessa tecnologia, nos mais diversos segmentos e cenários. Isso envolve a integração da aplicação RFID a outras tecnologias, como redes de sensores, biometria e redes de comunicação sem fio - entre elas, ZigBee e celular, que poderão ser usadas na transmissão das informações armazenadas no chip RFID para um sistema corporativo de gerência, por exemplo.

Na verdade, o CPqD já trabalha com a tecnologia RFID desde 2007, tendo desenvolvido vários projetos para grandes indústrias brasileiras que buscaram na identificação por radiofrequência soluções para controlar e rastrear documentos e itens críticos da linha de produção. Seu primeiro projeto, desenvolvido para a Petrobras, consis
tiu na implantação de uma aplicação RFID para o rastreamento de amostras de produtos químicos nos laboratórios de uma refinaria.

Com o novo laboratório, o CPqD deverá expandir sua oferta de serviços nessa área, atendendo não só à indústria e outras empresas usuárias do RFID como também a desenvolvedores de soluções baseadas nessa tecnologia.
Nota: Informações fonecidas pelo CPqD