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segunda-feira, 24 de março de 2014

LTE EM 700MHZ: ANATEL RECEBE ESTA SEMANA MINUTA DE TESTES DE LABORATÓRIO

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com apoio do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) realizou uma série de testes de laboratório, em Santa Rita do Sapucaí, para verificar os possíveis problemas de interferência em um cenário de convivência entre os serviço de TV Digital e banda larga móvel LTE na faixa de 700Mhz. E, os primeiros resultados destes testes chegarão à agência esta semana,
Os testes de campo, que ocorrem em Pirinópolis (GO), agora avaliam na prática as possíveis interferências da TV Digital no sistema de banda larga móvel LTE em 700 MHz. Depois das dificuldades enfrentadas pela agência, que levaram ao atraso de um mês para o início dos testes (de dezembro para janeiro), as atividades já evoluem.
Em geral, os testes são para verificar a interferência do novo serviço, para proteger o antigo. Mas estão avaliando também o efeito do serviço antigo no novo, fazendo assim os testes mais completos para ter a garantia de convivência harmônica entre os serviços.
Esses testes são fundamentais para o adequado dimensionamento do que precisará ser investido para que todas as pessoas possam usar os dois serviços. Neste cenário, a agência espera ter o relatório dos testes em campo até o final de abril.
Enquanto a Anatel trabalha  para verificar as possíveis interferências da TV Digital no serviço de banda larga móvel LTE na faixa de 700 MHz, o Ministério das Comunicações (Minicom) está preparando portarias para disciplinar o uso de reforçadores de sinal de TV Digital, um recurso que deve ser muito utilizado pela radiodifusão a partir da digitalização dos canais e uma das preocupações do setor de telecomunicações, uma vez que a complexidade da infraestrutura de suporte a ambos os serviços tende a ser cada vez mais complexa.
Outro ponto importante é a antena externa .
A Anatel entende que a TV Digital pressupõe o uso de antena externa de TV Digital e que é legítima a preocupação dos radiodifusores em relação ao uso de antenas internas pelos usuários brasileiros, que poderia aumentar as chances de interferência dos celulares no serviço de radiodifusão digital. A Anatel, no entanto, não está trabalhando com a previsão de substituição de antenas internas por externas no modelo de ressarcimento para ocupação da faixa de 700 MHz.

domingo, 9 de junho de 2013

Smartphones e 4G ampliam tráfego de vídeo em 60%

4G pode ultrapassar marca de 1 bilhão de usuários em 2017.














O relatório de mobilidade divulgado pela Ericsson afirma que o tráfego de vídeo cresce 60% ao ano, impulsionado por mais velocidade nas redes, e o estudo afirma que até 2017 cerca de 1 bilhão de usuários terão acesso ao 4G.
Segundo o estudo, o tráfego móvel de dados crescerá significativamente nos próximos anos, uma tendência impulsionada pelo vídeo, e o tráfego de dados geral deverá crescer 12 vezes até o fim de 2018, com o crescimento do conteúdo disponível e por mais velocidade de rede a partir do desenvolvimento do HSPA e LTE.
Segundo a pesquisa, as assinaturas de smartphones alcançaram a marca de 1,2 bilhão em 2012 e deve chegar a 4,5 bilhões até o final de 2018 e no Brasil, o total de assinaturas móveis alcançar 350 milhões em 5 anos.
André Gildin, diretor de inteligência de mercado da Ericsson para América Latina e Caribe, diz que os serviços LTE estarão disponíveis para cerca de 60% da população mundial em 2018. “Esperamos que as assinaturas LTE ultrapassem 1 bilhão em 2017, impulsionadas por dispositivos mais sofisticados e pela demanda por serviços com uso intenso de dados, como o vídeo. Com a expansão do WCDMA/HSPA, as velocidades das redes melhoraram e a experiência do usuário também”.
O consumo de vídeo é de, em média, 2,6 Gbps por assinatura mensal em algumas redes, mas mesmo com a popularidade os usuários não tendem a passar a maior parte do tempo em aplicativos com uso intenso de dados, pois passam mais tempo em redes sociais, uma média de 85 minutos por dia.
Smartphones e banda larga
Os smartphones responderam por cerca da metade das vendas de celulares no 1º  trimestre de 2013, em comparação com cerca de 40% em todo o ano de 2012. O número de assinaturas móveis cresceu 8% globalmente no primeiro trimestre, se comparado com o mesmo período do ano passado. Destas, o WCDMA/HSPA ganhou cerca de 60 milhões de assinaturas e as GSM/EDGE aumentaram em mais de 30 milhões, e o LTE obteve cerca de 20 milhões de novas assinaturas.
As assinaturas de banda larga móvel cresceram ainda mais rápido ao longo deste período (a uma taxa de 45% ao ano), chegando a cerca de 1,7 bilhão. No Brasil, espera-se que o total de assinaturas móveis chegue a 330 milhões até 2018.
Segundo o relatório, o desempenho da rede é o principal impulsionador da fidelização do usuário nas operadoras móveis, seguido pela relação entre custo e benefício. Outras seções do relatório explicam os efeitos da sinalização dos smartphones no tráfego de dados, analisam o roaming e identificam oportunidades para as operadoras gerar novas fontes de receita.
Fonte :IPNEWS

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Custo para "limpar" faixa de 700 MHz pode passar de R$ 6 bilhões


As três entidades que representam as emissoras de televisão abertas do país levaram à Anatel, nesta quarta-feira, 8/5, uma conta que pode ficar bem salgada para as operadoras de telecomunicações que querem comprar a faixa de 700 MHz. Testes realizados no Japão demonstraram que há bastante interferência do 4G na TV Digital e que os japoneses terão que gastar US$ 3 bilhões (R$ 6 bilhões) para mitigar o problema. 
Com base nisso, Abert, Abra e Abratel pediram ao presidente da Anatel, João Rezende, que fique claro no edital dos 700 MHz que esse cheque terá que ser assinado pelas teles. “O edital precisa trazer que os custos para evitar a interferência, seja nas ERBs ou nos aparelhos [de TV], sejam de responsabilidade de quem comprar a banda”, afirmou o presidente da Abert, Daniel Slaviero.
Para consumo externo, os radiodifusores garantem que não foram à agência levar um cenário catastrófico, mas apenas querem que os testes sobre interferências – há três deles sendo realizados no Brasil – sejam levados em consideração pela Anatel, inclusive no desenho específico da canalização da faixa de 700 MHz. É que parte da redução dos problemas exige uma banda de guarda – o espaço entre a frequência a ser utilizada pelas TVs e pelas teles – seja de pelo menos 8 MHz.
Da mesma forma, o presidente da Anatel procurou minimizar o tamanho da encrenca ao sustentar que “em nenhum momento a radiodifusão falou em não destinar os 700 MHz”. Além disso, acredita que as dificuldades por ventura encontradas não exigirão nenhuma mudança nos planos de licitar a faixa ainda no início do próximo ano. “Quero publicar o edital antes do fim do meu mandato, em novembro”, disse Rezende. 
Dentro da reunião com as emissoras, no entanto, o presidente da Anatel se mostrou bem mais cauteloso – ao ponto de “convocar” por telefone a análise do secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão (que já foi da Anatel) e do superintendente da agência Marconi Maya. A expectativa é do que dirão os testes conduzidos pela universidade Mackenzie, à pedido das emissoras; do CPqD, por encomenda das teles; e um teste próprio da Anatel. Uma das questões a serem respondidas é qual o tamanho efetivo da interferência nas condições brasileiras.
De qualquer maneira, o estudo japonês é uma bomba, não apenas pelas condições semelhantes de uso do espectro – e pelo padrão de TV digital – mas especialmente porque a densidade de aparelhos de televisão é semelhante à brasileira. A partir daí, porém, há uma ressalva importante: internamente as emissoras já falam que os custos de mitigar a interferência seja ainda maior no Brasil, visto a qualidade superior dos equipamentos em uso no Japão. 
O documento que baseou a entrevista com a Anatel é um relatório adicional a um primeiro elaborado entre 2011 e 2012 e apresentado em outubro do ano passado à União Internacional das Telecomunicações – no caso, o ITU-R BT.2247-1, sobre “Medições de campo e análises de compatibilidade entre DTTB e IMT”, siglas utilizadas para descrever radiodifusão digital terrestre e o 4G, respectivamente. Tanto este primeiro como o novo relatório de testes podem ser acessados pela página da UIT na Internet. 
“O estudo foi feito em conjunto pelo governo japonês, os radiodifusores e as operadoras de telecomunicações do Japão e já partiu da premissa de que primeiras ações para reduzir interferências já foram tomadas, como o uso de filtros nas estações radiobase”, diz o diretor da Abert, Paulo Balduíno. A partir daí, o segundo estudo avaliou em laboratório 25 cenários e constatou que medidas adicionais de mitigação são necessárias. 
Nos testes, verificou-se que há algum nível de interferência desde o canal 51 [698 MHz, no limite entre o plano para TV e 4G] até o canal 46 [662 MHz]. Até por isso, os japoneses recomendam uma banda de guarda de 8 MHz a 10 MHz – como propõem os radiodifusores brasileiros na consulta pública da Anatel sobre a canalização dos 700 MHz. E além de filtros nas ERBs, devem ser utilizados filtros também nos aparelhos de TV. O relatório japonês ainda indica que não pode ser descartada a necessidade de redução da potência das ERBs.