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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Anatel: Sobras reduzem chance de interferência entre 4G e TV Digital

Se arrecadou menos que o esperado, a sobra de espectro de 700 MHz já é encarada pelo lado ‘otimista’ pela Anatel – e pelas próprias operadoras. De fato, o primeiro efeito são 10 MHz adicionais a separar as operações móveis da radiodifusão, o que pode reduzir as chances de interferência e os custos de sua mitigação. Para as teles, esperança de antecipar o uso efetivo da faixa.
“Na prática, não vender um dos lotes aumentou a ‘banda de guarda’. Fica resolvido aquele problema de interferência e também deve resultar em custos menores com a compra de filtros, por exemplo”, calcula o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente.
A conta é simples. Claro (738 a 748 / 793 a 803 MHz), TIM (718 a 728 / 773 a 783 MHz) e Vivo (728 a 738 / 783 a 793 MHz) ficaram com os nacos mais afastados da parte mais baixa dessa faixa – leia-se, dos canais 50 e 51 da televisão.
Entre eles, não foi comprado o espectro de 708 a 718 MHz. Daí a análise de Jarbas Valente de que a ‘banda de guarda’, antes de 5 MHz, agora será de 15 MHz. Vale lembrar que durante o processo consulta pública sobre o edital dos 700 MHz, os radiodifusores pediram exatamente isso: uma maior banda de guarda.
“É de se esperar que isso venha a facilitar a antecipação do uso da faixa pela menor chance de interferência”, sugere o presidente da Vivo, Antônio Carlos Valente. Na mesma linha acredita o presidente da TIM, Rodrigo Abreu. “Ao menos em tese, temos ainda menos possibilidades de interferências”, diz ele.
O que mais preocupa as empresas é a previsão do edital de uma carência de 12 meses entre o desligamento dos sinais analógicos de televisão e a oferta de 4G em 700 MHz. Especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, capitais onde esse prazo deve ser ainda maior, chegando ao fim de 2018 se mantido o cronograma atual. Mas o edital também prevê a possibilidade de antecipação caso ‘tecnicamente viável’.
fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/

domingo, 9 de junho de 2013

Smartphones e 4G ampliam tráfego de vídeo em 60%

4G pode ultrapassar marca de 1 bilhão de usuários em 2017.














O relatório de mobilidade divulgado pela Ericsson afirma que o tráfego de vídeo cresce 60% ao ano, impulsionado por mais velocidade nas redes, e o estudo afirma que até 2017 cerca de 1 bilhão de usuários terão acesso ao 4G.
Segundo o estudo, o tráfego móvel de dados crescerá significativamente nos próximos anos, uma tendência impulsionada pelo vídeo, e o tráfego de dados geral deverá crescer 12 vezes até o fim de 2018, com o crescimento do conteúdo disponível e por mais velocidade de rede a partir do desenvolvimento do HSPA e LTE.
Segundo a pesquisa, as assinaturas de smartphones alcançaram a marca de 1,2 bilhão em 2012 e deve chegar a 4,5 bilhões até o final de 2018 e no Brasil, o total de assinaturas móveis alcançar 350 milhões em 5 anos.
André Gildin, diretor de inteligência de mercado da Ericsson para América Latina e Caribe, diz que os serviços LTE estarão disponíveis para cerca de 60% da população mundial em 2018. “Esperamos que as assinaturas LTE ultrapassem 1 bilhão em 2017, impulsionadas por dispositivos mais sofisticados e pela demanda por serviços com uso intenso de dados, como o vídeo. Com a expansão do WCDMA/HSPA, as velocidades das redes melhoraram e a experiência do usuário também”.
O consumo de vídeo é de, em média, 2,6 Gbps por assinatura mensal em algumas redes, mas mesmo com a popularidade os usuários não tendem a passar a maior parte do tempo em aplicativos com uso intenso de dados, pois passam mais tempo em redes sociais, uma média de 85 minutos por dia.
Smartphones e banda larga
Os smartphones responderam por cerca da metade das vendas de celulares no 1º  trimestre de 2013, em comparação com cerca de 40% em todo o ano de 2012. O número de assinaturas móveis cresceu 8% globalmente no primeiro trimestre, se comparado com o mesmo período do ano passado. Destas, o WCDMA/HSPA ganhou cerca de 60 milhões de assinaturas e as GSM/EDGE aumentaram em mais de 30 milhões, e o LTE obteve cerca de 20 milhões de novas assinaturas.
As assinaturas de banda larga móvel cresceram ainda mais rápido ao longo deste período (a uma taxa de 45% ao ano), chegando a cerca de 1,7 bilhão. No Brasil, espera-se que o total de assinaturas móveis chegue a 330 milhões até 2018.
Segundo o relatório, o desempenho da rede é o principal impulsionador da fidelização do usuário nas operadoras móveis, seguido pela relação entre custo e benefício. Outras seções do relatório explicam os efeitos da sinalização dos smartphones no tráfego de dados, analisam o roaming e identificam oportunidades para as operadoras gerar novas fontes de receita.
Fonte :IPNEWS

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O DILEMA 4G :Tecnologia exigirá nova estrutura em todo o país


Enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Procon travam uma batalha pela melhoria dos serviços oferecidos pelas operadoras de celular brasileiras, milhões de pessoas em toda a Europa e em países como Estados Unidos, Porto Rico e Uruguai navegam a velocidades até dez vezes maiores que as praticadas pela internet móvel no Brasil

Na América Latina, já existem seis redes móveis capazes de transmitir vídeos em HD - nenhuma no Brasil. Contudo, a realidade da internet móvel brasileira está prestes a mudar.

As operadoras de telefonia têm até abril de 2013, meses antes da Copa das Confederações, para proporcionar a tecnologia 4G nos principais pontos de uso - aglomerações de jornalistas, torcedores e turistas em geral - das cidades-sede (Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro). Nos demais pontos dessas cidades, as teles devem disponibilizar um upgrade do já conhecido 3G (o 3G plus ou 3G mais) para a mesma data. 

Para montar redes 4G (dez vezes mais velozes do que a 3G) , é preciso investir em novos equipamentos no Brasil inteiro. Já a rede 3G plus é uma versão mais robusta do já existente 3G e pode usar a mesma estrutura para operar, só que com capacidade de velocidade três ou quatro vezes maior. 

"O prestador de serviço tem hoje três situações complicadas: tem que atender as queixas dos usuários e responder ao governo, tem que começar a se preparar para as redes mais fortes com o 3G plus e o 4G e tem que fazer isso realmente acontecer muito rápido", 
Os planos que estão sendo apresentados à Anatel em função das recentes punições às teles já compreendem a evolução da tecnologia de internet móvel.

A alta capacidade de transmissão de dados vai possibilitar que fotos, vídeos, áudio e texto sejam transmitidos com maior facilidade.Em países onde o 4G já é uma realidade, essa tecnologia móvel está batendo de frente com a internet fixa das residências. A competição deve trazer vantagens ao consumidor, na medida que há mais players no mercado. 
A única questão é que os aparelhos para 4G devem chegar ao Brasil com preços bem salgados como sempre acontece com qualquer coisa que chega até aqui e tem que enfrentar o chamado "Custo Brasil".

fonte:Portal Terra

domingo, 2 de setembro de 2012

700 MHz para 4G pode sair em 2013



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o governo poderá promover a licitação da frequência de 700 MHz no segundo semestre de 2013.
Segundo o ministro, esta possibilidade foi discutida  em reunião com a presidente Dilma Rousseff e executivos da empresa norte-americana Qualcomm. As informações são da Agência Estado.
Atualmente, a frequência de 700 MHz é utilizada para o sinal de TV analógica, que será totalmente substituída pela TV digital até 2016. Dessa forma, o governo pretende usar esta frequência para banda larga móvel.
O ministro já havia sinalizado, em seis de agosto, a intenção de licitar a banda já no próximo ano. Em entrevista realizada naquele dia, Bernardo explicou que a intenção do governo é criar condições para prestação de serviços 4G nesta frequência a custos mais baixos que os das faixas leiloadas de 2,5 GHz.
No entanto, conforme Bernardo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tinha concluído até o momento os estudos de viabilidade para a destinação do chamado "dividendo digital" para as empresas de telecomunicações.
A liberação das faixas já estava em negociação com os representantes dos radiodifusores desde julho. "Acredito que a Anatel possa nos dar uma resposta até outubro e aí iremos decidir o futuro dos 700 MHz no próximo ano", completou.
Para Bernardo, será possível licitar essa faixa mesmo antes do desligamento por completo das transmissões analógicas.
Em outras palavras, quem adquirir o espectro precisará contar com a saída pontual das TVs para poder começar projetos de telefonia e internet.
"Podemos fazer o leilão condicionado à desocupação do espectro lá na frente, como foi feito nos Estados Unidos", destacou o ministro.
Embora as outorgas dessas faixas representem grande potencial de arrecadação, a ideia do ministro é combinar o preço das licenças com metas de cobertura, como foi feito nas faixas de 2,5 GHz leiloadas em junho deste ano.


fonte: http://abratel.org.br -  Leandro Souza // 23/08/2012 
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terça-feira, 27 de março de 2012

Tablet´s e Dispositivos Móveis em geral podem trazer caos as Redes Corporativas




Um amigo postou isso no WirelessGroup,(uma grande lista que eu participo e indico a todos) E resolvi compartilhar com vocês ...
A terceira geração do iPad, da Apple, que ostenta tela de maior resolução, câmera de alta definição 1080p e capacidade de rede LTE já tem atraído as atenções dos consumidores e mesmo que não tenha chegado ao Brasil já é desejo de consumo de executivos ávidos por mobilidade. Por outro lado, ele pode causar gargalos nas redes corporativas e desafiar o trabalho de gestores de TI.
Imagine um cenário em que os proprietários de iPad, que querem evitar o download de vídeos em alta definição por meio de LTE para driblar altos custos com o consumo de dados, passem a utilizar a rede corporativa para essa tarefa. E, então, ao mesmo tempo os usuários de iPad que somente têm  acesso à rede wi-fi, queiram fazer o mesmo.

O volume de downloads realizados pelo wireless em redes corporativas pode ser enorme, dizem os especialistas. Isso é especialmente verdadeiro para a filial de uma empresa onde talvez de 20 a cem profissionais compartilham a capacidade operacional a 1,544 Mbps, segundo os analistas do mercado.

Uma parte do congestionamento de redes pode ser justamente pelo uso de terminais de baixa performance, que aumentam a sinalização, além de aumentarem os custos de um projeto de rede... Aqui no Brasil NENHUMA operadora percebe o quanto está perdendendo de dinheiro e qualidade por não criarem requisitos mínimos de performance de RF dos terminais...(há normas de testes feitos Over The Air-OTA para se medir a performance TRP e TIS do terminal). Estes requisitos são fontes de vantagem competitiva em outros mercados... Mas aqui no Brasil, por  motivo  desconhecidos, a qualidade é vista apenas do ponto de vista da rede... Não se considera que o terminal é a outra ponta e terminais de baixa qualidade prejudicam a rede e anulam grandes investimentos em network design.

Para finalizar mesmo com lançamento do 4G no Brasil o Ipad3 não vai rodar 4G, porque não suporta 2.5GHz

Um tema que veremos cada vez mais é a volta do desafio de terminais Compatíveis globalmente... E um dos principais motivos é que as antenas dos terminais já atingiram o limite para os tamanhos requreridos...

A alternativa é justamente o uso de antenas inteligentes.,com  tecnologias  que podem cobrir mais de 13 bandas, por exemplo.







fontes : Luciano (WirelessGroup ), computerworld.com.br

domingo, 22 de janeiro de 2012

ANATEL E AS INDEFINIÇÕES DO 4G

A quarta geração da telefonia móvel, a LTE, começou a ser implantada paulatinamente pelas grandes operadoras globais, entre elas a norte-americana Verizon. Esta nova tecnologia tem como vantagem frente às versões anteriores ser, mesmo toda IP, e conseguir unificar os padrões de mercado existentes (UMTS, CDMA, etc.). Mas ela traz também grandes desafios para as operadoras: necessidade de muita banda e de espectro, muitos investimentos em backhaul e, principalmente, mudança de atitude, de maneira a também poderem ganhar receitas com os serviços "over the top".


Seguindo essa tendencia a Anatel aprovou nesta quinta-feira, 19/01, a minuta do edital de leilão para as frequências de 450 MHz e 2,5 GHz, destinada pelo governo para os serviços LTE, a 4G da telefonia móvel celular. Estranhamente o relator da matéria, o conselheiro Rodrigo Zerbone, deixou fora do texto qualquer menção quanto aos indicadores de qualidade do serviço Internet a ser prestado para os consumidores, num momento em que a própria agência vem analisando um pedido da Oi para retirar as metas impostas para os serviços disponíveis.
Zerbone alegou que o fato de não ter feito menção alguma quanto às metas de qualidade que são impostas pelo órgão regulador no texto do esboço deste edital, entende que as empresas já estão cientes de antemão, que terão de cumprir o que manda os regulamentos em vigor para o SPM e o SCM.

Certamente, os clientes da Oi e das outras operadoras têm percebido nos últimos meses que a necessidade de expansão das redes móveis é uma realidade no Brasil. As redes estão cada vez mais congestionadas, graças em grande parte à explosão de consumo da banda larga móvel. Sob esta ótica, será que o mais interessante no momento é trocar de tecnologia ?, o que exigirá investimentos ainda mais robustos do que os necessários para reforçar as redes que já temos? Ainda mais se não há nenhuma garantia de que as operadoras 4G oferecerão velocidades de fato maiores e com melhor qualidade.

Coisas ainda mais estranhas têm acontecido em torno das discussões sobre a melhoria dos serviços de banda larga no Brasil. Dentro da Anatel cresce a torcida para que a ABR Telecom, grupo formado pelas operadoras telefônicas para coordenar os serviços de portabilidade, vença a disputa para ser a responsável pela gestão dos parâmetros de qualidade da Internet. Essa concorrência foi aberta também no dia 19/01 pela Anatel. Enquanto isso parece que o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão criado pelo governo e formado por especialistas da área de tecnologia, tem sido tacitamente excluído das reuniões realizadas pela Anatel sobre as regras de qualidade. Se isso for verdade, a acusação é séria já que praticamente todos os parâmetros fixados pela Anatel se baseiam em estudos conduzidos pelo CGI.

A entrada do 4G no Brasil alinhada com a evolução tecnológica mundial deve sem duvida ser uma meta da Anatel, mas não pode ser atingida a qualquer custo!


fontes: Convergencia Digital,Portal Band.com.br