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domingo, 2 de setembro de 2012

Emissoras querem adiar o apagão do sinal analógico no Brasil em dez anos.


Emissoras de TV querem adiar o apagão do sinal analógico no Brasil em dez anos.

Alexandre Raposo, presidente da Record, revelou à coluna "Outro Canal", do jornal "Folha de S.Paulo", que está se organizando com SBT, Band e RedeTV! para conversar com a presidente Dilma Rousseff sobre a impossibilidade de terminar a transmissão do sinal analógico daqui a menos de quatro anos, como previsto em decreto que instituiu a TV digital no país, em 2006.

Segundo Raposo, além das leis de incentivo para a compra de aparelhos televisores com conversor digital integrado, o governo deveria promover debates com as engenharias das emissoras, já preparadas para dizer quais serão os problemas da mudança de sinal.

Dados da indústria apontam que o Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de TVs com receptor digital imbutido, de um total de 160 milhões. Os mais otimistas esperam que o número pule para 70 milhões em 2015.

"O ministro das Comunicações está irredutível quanto ao prazo, mas queremos mostrar para a presidente que boa parte da população não terá TV com conversor digital até 2016, e as emissoras não estarão prontas", disse Alexandre Raposo à publicação.

"Precisamos de mais dez anos. O apagão analógico tem de ser em 2026", finaliza.


Fonte: Folha de São Paulo // Data: 30 de agosto de 2012

700 MHz para 4G pode sair em 2013



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o governo poderá promover a licitação da frequência de 700 MHz no segundo semestre de 2013.
Segundo o ministro, esta possibilidade foi discutida  em reunião com a presidente Dilma Rousseff e executivos da empresa norte-americana Qualcomm. As informações são da Agência Estado.
Atualmente, a frequência de 700 MHz é utilizada para o sinal de TV analógica, que será totalmente substituída pela TV digital até 2016. Dessa forma, o governo pretende usar esta frequência para banda larga móvel.
O ministro já havia sinalizado, em seis de agosto, a intenção de licitar a banda já no próximo ano. Em entrevista realizada naquele dia, Bernardo explicou que a intenção do governo é criar condições para prestação de serviços 4G nesta frequência a custos mais baixos que os das faixas leiloadas de 2,5 GHz.
No entanto, conforme Bernardo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tinha concluído até o momento os estudos de viabilidade para a destinação do chamado "dividendo digital" para as empresas de telecomunicações.
A liberação das faixas já estava em negociação com os representantes dos radiodifusores desde julho. "Acredito que a Anatel possa nos dar uma resposta até outubro e aí iremos decidir o futuro dos 700 MHz no próximo ano", completou.
Para Bernardo, será possível licitar essa faixa mesmo antes do desligamento por completo das transmissões analógicas.
Em outras palavras, quem adquirir o espectro precisará contar com a saída pontual das TVs para poder começar projetos de telefonia e internet.
"Podemos fazer o leilão condicionado à desocupação do espectro lá na frente, como foi feito nos Estados Unidos", destacou o ministro.
Embora as outorgas dessas faixas representem grande potencial de arrecadação, a ideia do ministro é combinar o preço das licenças com metas de cobertura, como foi feito nas faixas de 2,5 GHz leiloadas em junho deste ano.


fonte: http://abratel.org.br -  Leandro Souza // 23/08/2012 
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