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terça-feira, 12 de abril de 2016

Desoneração de TVs gera otimismo e dúvidas no Polo Industrial de Manaus

Resultado de imagem para TV DIGITAL

Representantes da indústria instalada na Zona Franca de Manaus (ZFM) veem com otimismo e dúvidas, eventuais impactos positivos, que o projeto do Governo Federal de desoneração fiscal poderá trazer à industrialização de aparelhos de televisores de 32 polegadas. Com o intuito de facilitar o processo de desligamento do sinal analógico no país, o Ministério das Comunicações estuda a possibilidade de desonerar os encargos tributários cobrados às empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), área que reúne maior parte das fabricantes de aparelhos eletroeletrônicos.
A medida, que ainda está em discussão no âmbito federal, poderá resultar na redução do valor final das TVs de até 32 polegadas. A proposta é facilitar o acesso da população aos aparelhos. Para os empresários, a alternativa é positiva. Porém, eles avaliam que a redução no valor do produto, neste período de dificuldades financeiras, não representa sinal de impulso ao consumo.
Segundo a assessoria de comunicação do Ministério das Comunicações, a hipótese foi apresentada ao Ministério da Fazenda, que deverá determinar, por meio de um estudo, o impacto sobre os cofres do governo. A assessoria ainda informou que após essas discussões internas as informações serão transmitidas à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e logo, aos empresários do PIM. Porém, o departamento não soube prever quando o repasse das informações deverá acontecer.
A desoneração em estudo alcançará aparelhos de até 32 polegadas por meio de redução de tributos federais e estaduais. No caso dos produtos fabricados no PIM, o abatimento poderá ser feito nas tributações das taxas de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O objetivo do governo federal é que a população consiga adquirir uma TV de 32 polegadas por cerca de R$ 500.
Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Wilson Périco, qualquer medida que gere redução nos custos favorece a comercialização. Mas, ele alerta que neste caso não se trata somente  de fabricação do produto, mas também da situação econômica, do poder de compra do consumidor amazonense. “Hoje, passamos por uma retração no consumo por conta de queda no poder de compra do cidadão. Até mesmo quem está empregado não está disposto a fazer novas compras. Não vejo pessoas trocando o televisor por conta da migração entre os sinais analógico para o digital”, disse. “A alternativa de reduzir a carga tributária é bem-vinda, mas isso não deve forçar o consumidor à compra. É o próprio cidadão quem deve definir se compra ou não”, completou.
Périco comentou que o quantitativo de aparelhos armazenados nos estoques das fábricas é elevado. Um detalhe é que todas as TVs, hoje, são fabricadas para o recebimento de antenas para o sinal analógico ou digital.
Na avaliação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, todas as medidas que desonerem o processo produtivo ou até mesmo o logístico, tornam o produto mais competitivo. “A incidência sobre o percentual de PIS e Cofins será bem-vinda desde que não cause qualquer tipo de burocracia na produção. Isso vai impactar de forma positiva na competitividade dos produtos.Devemo s considerar, também, que os televisores de 32 polegadas são os que mais têm saída e essa medida facilitará ainda mais o acesso do consumidor”, ressaltou.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que entre um mil domicílios particulares que tinham televisão, 963 apresentavam recepção de sinal digital de televisão aberta; 438 tinham aparelho com recepção de sinal digital de televisão aberta; 165 afirmaram ter somente aparelho com sinal digital de televisão aberta; e 502 não tinham recepção de sinal digital.
Outras alternativas
O Ministério das Comunicações ainda trabalha com outras duas alternativas para evitar que milhões de brasileiros fiquem sem acesso à programação televisiva após a migração definitiva que deverá ocorrer até 2018 em todo o país. A primeira alternativa é a distribuição de um cupom para a população de baixa renda atendida pelo Bolsa Família. Com o cupom a pessoa poderá comprar um conversor ou uma TV nova. O valor será de aproximadamente R$200.
A segunda opção é a distribuição de conversores para as famílias de baixa renda. Essa  medida foi implantada na cidade de Rio Verde, em Goiás, primeira cidade a ter desligado o sinal analógico. Conforme o ministério, a definição sobre a metodologia a ser utilizada será definida até o final deste mês.
Cronograma da transição de sinais
No início deste ano o Ministério das Comunicações publicou um cronograma de transição do sinal de TV analógico para o digital no país. Brasília é a única capital que migrará totalmente para o sinal digital neste ano. No decorrer de 2017 será a vez de todas as capitais da região Sudeste e do Nordeste. Em 2018, a transição para o sinal de TV digital incluirá as capitais e principais cidades das regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O PAPEL DO GOVERNO NA TV DIGITAL


Ola,amigos!! 
Visando sempre trazer o melhor conteúdo para vocês que  acompanham esse Blog, recentemente fui procurado por um ótimo pesquisador, Rodrigo Angelotti,  que tem preparado uma séria sobre o desenvolvimento da TV Digital no Brasil . 
O resultado do trabalho dele, vocês podem comprovar numa série de post´s que farei durante esse més de Abril , que na verdade veio  em uma boa hora, enquanto estou fora
fazendo a cobertura da NAB 2015 que começa na proxima semana nos Estados Unidos.
Então com vocês segue o primeiro post  

SÉRIE – TV DIGITAL NO BRASIL |  – O PAPEL DO GOVERNO


O Governo tem grande relevância e influência em todo este processo de modernização do sistema de transmissão, uma vez que, com seu apoio, surgiu o projeto para a implantação da televisão digital no país. Passando rapidamente pela história, o governo participou ativamente na definição do Padrão Brasileiro, onde acompanhou a execução dos testes de desempenho dos padrões já existentes e da criação do modelo nacional. Teve também papel decisivo quando da institucionalização do sistema, regulamentando seu funcionamento e seus pilares sociais para benefício da população.
Vamos avançar na história para discutirmos o que efetivamente se tem hoje e o que esperar do governo em relação a TV Digital. Como já discutido no último post, acredito que a chance ímpar de se melhorar as questões relacionadas ao conteúdo e a experiência dos usuários (antes telespectadores) seja um ponto forte onde o governo pode se dar bem. O governo pode, e deve, utilizar as tecnologias criadas para criar e divulgar serviços públicos, utilizando a rapidez e amplitude a qual a TV atinge a população em um país de dimensões continentais como o Brasil.
Além dos aspectos sociais o governo, através da ANATEL, deve se atentar na fiscalização das normas estabelecidas para o funcionamento pleno do sistema, acompanhando desde os prazos para a implantação até a execução das políticas para incentivo a cultura nacional (que não é de hoje).
A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) tem realizado um grande esforço no desenvolvimento de um ótimo projeto chamado Brasil 4D. Sobre este projeto comentei um pouco no episódio sobre Interatividade e que merece um post exclusivo ao projeto tamanho a iniciativa. Resumidamente se trata de um projeto no qual através do uso da interatividade o governo realiza ao mesmo tempo a Inclusão Digital e leva ao expectador (97% da população) serviços públicos através da tela, como por exemplo consultas ao FGTS ou auxílios governamentais, ou ainda o agendamento de consultas em postos de saúde de determinada comunidade. Ao final da série teremos um post para este assunto, mas você pode ir conferindo aqui algumas outras informações.
Tem alguma informação ou dúvida sobre o assunto? Deixe nos comentários !
fonte : Rodrigo Angelotti
https://novoset.wordpress.com/2015/04/02/serie-tv-digital-no-brasil-episodio-07-o-papel-do-governo/

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

TV digital: Empresas públicas cobram governo sobre operador único



A necessidade da criação do Operador Único da Rede Pública Digital, que deverá unificar a infraestrutura para a digitalização dos canais das emissoras públicas, foi um dos assuntos debatidos nesta quinta-feira, 13/11, durante o Fórum Brasil de Comunicação Pública. O diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, argumentou que a estrutura poderá reduzir os custos de digitalização dos canais comunitários, legislativos, judiciários e educativos, pois os gastos seriam compartilhados.

A EBC é a empresa que deverá gerenciar o operador único. Nelson Breve citou o exemplo do que foi feito em Brasília, onde as emissoras privadas e a EBC dividiram os custos para a compra de uma única antena de TV digital. “É possível, se tiver planejamento, vontade, desprendimento de todos, construir todo o processo público, privado e estatal muito mais barato no Brasil. Isso só não interessa para quem produz equipamentos de radiodifusão”, disse Nelson Breve.

A EBC defendia que a criação do operador único fosse incluída entre as obrigações previstas no edital do leilão da faixa de 700 mega-hertz, que foi destinada à tecnologia 4G, mas isso não ocorreu. As emissoras públicas têm pressa para definir a questão, porque a limpeza e a realocação dos canais que estão na faixa de 700 MHz vai começar no início do próximo ano. Para Nelson Breve, “está quase muito tarde” para viabilizar o operador. “Se não corrermos para fazer com que a Anatel faça uma revisão da recanalização, vai ser tarde demais”, ressaltou o presidente da EBC.

A jornalista Cláudia de Abreu, do Sindicato de Jornalistas do Rio de Janeiro, conclamou os representantes das entidades presentes ao fórum para fazer uma campanha em defesa do operador único. “Os canais comunitários só vão existir na rede, em sinal aberto, se existir um operador de rede público. Se não, serão canais comunitários vinculados ao poder econômico, e aí não são canais verdadeiramente comunitários Sem essa garantia do operador de rede para fazer o transporte de sinal, isso não vai acontecer”, disse.

Para Mário Jéfferson Leite Melo, da Frente Nacional pela Valorização das TVs Comunitárias do Campo Público (Frenavatec), não há vontade política para viabilizar o operador único. Ele defendeu a utilização dos recursos arrecadados no leilão da faixa de 700 MHz para viabilizar o operador único. “Quando demos um cheque em branco para a criação da EBC, tivemos como moeda de troca a garantia de que estaríamos na faixa de 700 MHz, que foi vendida para o 4G”, justificou. Ele disse também que essa discussão deve ser incluída na pauta de todas as entidades. “Se não tivermos o operador de rede, as TVs comunitárias vão desaparecer. Precisamos estar bem atentos”, disse.
O Fórum Brasil de Comunicação Pública é promovido pela Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados e pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom). Ao final do evento, as organizações participantes entregarão a plataforma consolidada de demandas para a comunicação pública à presidenta Dilma Rousseff.

fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/

domingo, 26 de outubro de 2014

Emissoras Publicas alegam que televisores não reconhecem a multiprogramação !!

Na complicada implantação da TV Digital no Brasil, uma nova polêmica apareceu no caminho das emissoras públicas: os aparelhos de televisão e conversores de sinais não estão preparados para a multiprogramação, em particular por não identificarem automaticamente quando determinado canal é subdividido.
O tema foi levado pela TV Câmara e pela TV Senado ao Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital, que de sua parte está em tratativas com a Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT, que é responsável pela definição das configurações dos aparelhos receptores.
“A norma da ABNT não contempla a multiprogramação, deixa isso opcional. Assim, os televisores só identificam o canal primário. Significa que o espectador precisa saber de antemão e programar ele mesmo os aparelhos. O que queremos é que a ABNT modifique a norma para ajustar isso”, explica a coordenadora da Rede Legislativa de TV Digital, Evelin Maciel.
O formato dos acordos, com disponibilidade de canais para as TVs Câmara e Senado, mas também assembleias legislativas e câmaras de vereadores, torna óbvio o interesse desse grupo no bom funcionamento da multiprogramação – em tese disponível em pelo menos 31 cidades. Juntas, essas emissoras já investiram R$ 35 milhões (R$ 25 milhões só da TV Câmara) e outros R$ 25 milhões estão previstos até o próximo ano.
Do lado dos fabricantes, há sinais de que a adaptação poderia ocorrer em prazo razoavelmente curto – cerca de quatro meses. Mas é incerto o tamanho do legado que pode ser ajustado com facilidade. Uma das tentativas é medir quantos aparelhos no país são capazes de serem adaptados a identificar a multiprogramação por firmware. 
fonte : http://convergenciadigital.uol.com.br/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Anatel: Sobras reduzem chance de interferência entre 4G e TV Digital

Se arrecadou menos que o esperado, a sobra de espectro de 700 MHz já é encarada pelo lado ‘otimista’ pela Anatel – e pelas próprias operadoras. De fato, o primeiro efeito são 10 MHz adicionais a separar as operações móveis da radiodifusão, o que pode reduzir as chances de interferência e os custos de sua mitigação. Para as teles, esperança de antecipar o uso efetivo da faixa.
“Na prática, não vender um dos lotes aumentou a ‘banda de guarda’. Fica resolvido aquele problema de interferência e também deve resultar em custos menores com a compra de filtros, por exemplo”, calcula o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente.
A conta é simples. Claro (738 a 748 / 793 a 803 MHz), TIM (718 a 728 / 773 a 783 MHz) e Vivo (728 a 738 / 783 a 793 MHz) ficaram com os nacos mais afastados da parte mais baixa dessa faixa – leia-se, dos canais 50 e 51 da televisão.
Entre eles, não foi comprado o espectro de 708 a 718 MHz. Daí a análise de Jarbas Valente de que a ‘banda de guarda’, antes de 5 MHz, agora será de 15 MHz. Vale lembrar que durante o processo consulta pública sobre o edital dos 700 MHz, os radiodifusores pediram exatamente isso: uma maior banda de guarda.
“É de se esperar que isso venha a facilitar a antecipação do uso da faixa pela menor chance de interferência”, sugere o presidente da Vivo, Antônio Carlos Valente. Na mesma linha acredita o presidente da TIM, Rodrigo Abreu. “Ao menos em tese, temos ainda menos possibilidades de interferências”, diz ele.
O que mais preocupa as empresas é a previsão do edital de uma carência de 12 meses entre o desligamento dos sinais analógicos de televisão e a oferta de 4G em 700 MHz. Especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, capitais onde esse prazo deve ser ainda maior, chegando ao fim de 2018 se mantido o cronograma atual. Mas o edital também prevê a possibilidade de antecipação caso ‘tecnicamente viável’.
fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Metade do planeta já tem TV digital



Os últimos dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostram que a televisão digital está presente em 55% dos lares em todo o mundo até 2012, contra 30% em 2008. De acordo com a UIT, enquanto a TV digital já está em 81% das residências nos países desenvolvidos, nos países em desenvolvimento o aparelho digital está em apenas 42% das casas, embora este número seja o triplo desde 2008. O órgão destaca benefícios da implantação da TV digital e a maior diversidade de conteúdo, a concorrência entre os operadores e as novas tecnologias, como IPTV, cabo e satélite. Também as plataformas de televisão multicanal tradicionais, como o cabo e serviço de satélite direct to home (DTH), enfrenta a crescente concorrência de provedores de Internet TV (IPTV) e até mesmo canais TV digital terrestre (TDT).


Segundo a UIT, nenhum país da América Latina concluiu na íntegra a chamada “transição para o digital”, que é a cessação dos sinais analógicos de televisão. O processo foi adiado várias vezes devido à preocupação das autoridades para garantir que a maioria das pessoas tem os decodificadores necessários conseguir o acesso à nova tecnologia. Os países que estariam em trânsito para TV digital em 2015 são o México, Uruguai e República Dominicana, o resto têm atrasado o processo até 2017-2020, ou não tem uma data definida.



O número de assinantes de TV paga também aumentou em todo o mundo 32% entre 2008 e 2012, superando a televisão de acesso livre em 2011. No final de 2012 havia um total de 728 milhões de assinantes de TV paga, o que significa que 53% de todas as famílias do mundo tinha uma inscrição para o sistema de televisão codificado.

A tecnologia com maior crescimento relativo nesses quatro anos foi o IPTV - quadruplicou o número de assinaturas, mas a tecnologia ainda é marginal na oferta de serviços, ficando com apenas 5% do mercado em 2012, pondera a UIT.  E o levantamento mostra uma realidade já percebida: a TV pela internet está se tornando cada vez mais popular em função de provedores como NetFlix, You Tube e o serviço PPLive, da China. Diante do cenário, atesta o levantamento, as próprias emissoras tradicionais já começam a oferecer streaming ou download de conteúdo de TV e vídeo.

"As novas tecnologias estão criando uma infinidade de plataformas de compartilhamento de conteúdo. A TV está ficando muito mais acessível" ponderou Dr. Hamadoun I. Touré , Secretário-Geral da UIT ."Isso é muito importante no mundo em desenvolvimento , onde a TV continua a desempenhar um papel importante na educação e compartilhamento de conhecimento", completou.

Os dados da UIT mostram que havia uma estimativa de 1,4 bilhão de domicílios com pelo menos um aparelho de TV no ​​final de 2012. No mundo em desenvolvimento como um todo, 72% das famílias tinham uma TV , em comparação com 98% de penetração residencial nos países desenvolvidos. Mas há espaço para o mercado crescer. Na África, por exemplo, menos de um terço dos domicílios tinham uma TV no ​​final de 2012.



Fonte: UIT (União Internacional de Telecomunicações)

sábado, 8 de dezembro de 2012

MiniCom lança Ginga Brasil para estimular interatividade na TV Digital



- A partir de janeiro de 2013, 75% dos televisores digitais produzidos no Brasil vão sair de fábrica com o Ginga, o middleware que permite a interatividade na TV Digital. Para estimular a cadeia produtiva dos aplicativos que vão permitir o acesso a uma série de serviços diretamente pela TV, o Ministério das Comunicações lançou hoje o programa Ginga Brasil.

O programa terá em 2013 o investimento de R$ 5 milhões em ações de capacitação de profissionais, criação e difusão de aplicativos de interatividade e de infraestrutura para o compartilhamento desse conteúdo. Para isso, o MiniCom vai ter a parceria da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o apoio da Universidade Federal da Paraíba e da PUC do Rio de Janeiro, que atuaram na criação do Ginga.

Para o secretário-executivo do MiniCom, Cezar Alvarez, o programa vai difundir os serviços interativos de e-gov para levar ao cidadão diversos serviços públicos. “Vamos começar com aplicativos de e-gov, serviços à população, políticas públicas, serviços de trânsito, informações de saúde e de diferentes ministérios. É uma qualificação e um reforço aos serviços que prestam as TVs públicas”, afirmou.

Ações

Os investimentos do Ginga Brasil preveem a capacitação de 40 profissionais de TVs públicas no desenvolvimento e transmissão dos aplicativos, a criação de 10 laboratórios de testes, um repositório para armazenar a produção de aplicativos do Ginga e uma rede de distribuição e compartilhamento do conteúdo da TV Digital entre as emissoras.

Todas essas ações serão desenvolvidas pela RNP, com o suporte das universidades. O Ministério das Comunicações também vai promover uma seleção entre as emissoras públicas para escolher as participantes do programa.

O MiniCom prevê a assinatura do contrato com a RNP ainda em dezembro. Os aplicativos e conteúdos criados com o incentivo do Ginga Brasil deverão ter licença de uso público e os direitos não poderão ser cedidos a terceiros.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social – Ministério das Comunicações

domingo, 2 de setembro de 2012

Emissoras querem adiar o apagão do sinal analógico no Brasil em dez anos.


Emissoras de TV querem adiar o apagão do sinal analógico no Brasil em dez anos.

Alexandre Raposo, presidente da Record, revelou à coluna "Outro Canal", do jornal "Folha de S.Paulo", que está se organizando com SBT, Band e RedeTV! para conversar com a presidente Dilma Rousseff sobre a impossibilidade de terminar a transmissão do sinal analógico daqui a menos de quatro anos, como previsto em decreto que instituiu a TV digital no país, em 2006.

Segundo Raposo, além das leis de incentivo para a compra de aparelhos televisores com conversor digital integrado, o governo deveria promover debates com as engenharias das emissoras, já preparadas para dizer quais serão os problemas da mudança de sinal.

Dados da indústria apontam que o Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de TVs com receptor digital imbutido, de um total de 160 milhões. Os mais otimistas esperam que o número pule para 70 milhões em 2015.

"O ministro das Comunicações está irredutível quanto ao prazo, mas queremos mostrar para a presidente que boa parte da população não terá TV com conversor digital até 2016, e as emissoras não estarão prontas", disse Alexandre Raposo à publicação.

"Precisamos de mais dez anos. O apagão analógico tem de ser em 2026", finaliza.


Fonte: Folha de São Paulo // Data: 30 de agosto de 2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Levantamento Do Switch-off Analógico pelo Mundo






EUROPA
A transmissão digital já foi implementada em 21 países membros da comunidade européia (Áustria, Bélgica, Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Grécia, Espanha, França, Hungria, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Letônia, Finlândia, Suécia, Eslovênia e Reino Unido).

Outros cinco países (Chipre, Irlanda, Polônia, Portugual e Eslováquia) anunciaram que darão início do serviço de TV digital até o final de 2012. 

Sistema DVB-T.
Switch-offPaíses
CompletoAlemanha, Finlândia, Luxemburgo, Holanda, Suécia, Espanha, Austria, Dinamarca, Estônia, Malta, Eslovênia, Bélgica, Chipre, França, Itália, Letônia, Portugal, Croácia, Finlândia, Suíça, República Tcheca e Noruega.
Entre 2012-2013Bulgária (2013), Grécia (2013), Lituânia (out/12), Romênia (jan/13), Eslováquia (2012) e Reino Unido(out/12) e Irlanda (24/out/12).
Depois de 2013 ou sem dataPolônia (jul/13), Bulgária (01/set/13), Ucrânia (2014), Hungria (2012), Rússia (2015), Bósnia e Herzegovina (01/dez/14), Montenegro (jun/15), Georgea (2015) e Bielorrússia (2015).

Fonte: Portal da União Européia, Digitag e DVB.

ASIA /OCEANIA

PaísPadrãoImplantaçãoSwitch-off
AustráliaDVB-TTransmissão digital teve início em 2001 em regiões metropolitanas.2013
ChinaDMB-T2015
Coreia do SulATSCAs transmissões foram iniciadas em 26 de outubro de 2001.2012
FilipinasISDB-TAdotou o sistems ISDB-T em 11 de junho de 2010. É o segundo país da Ásia a adotar este padrão.-
ÍndiaDVB-TO padrão foi escolhido em 8 julho 1999, mas ainda não foi implementado. O governo brasileiro tem mantido conversas com o governo indiano visando a adesão do país ao sistema ISDB-T.2015
JapãoISDB-TA TV digital foi lançada no país em 2003. O Japão foi criador do sistema ISDB-T.24/07/2011
Nova ZelândiaDVB-TAs t ransmissões digitais começaram em 2 de maio de 2007.de 2013 a 2015
Fonte: Forrester Research - Jul/07 e Portal da união Européia

JAPÃO

A TV Digital terrestre se tornou disponível em todas as 47 capitais do Japão em dezembro de 2006, 3 anos após o seu lançamento em 2003. O número de domicílios que pode receber a TV digital no Japão atingiu 39,5 milhões (84%) em 2006.

Até Dez/06 já haviam sido vendidos 17,3 milhões de receptores de TV digital terrestre como apresentado na tabela a seguir.

Milhares 2006até 2006até 2007
TVs Digitais5.48510.66719.219
Gravadores Digitais1.9262.8175.702
Tuners102296430
TV a cabo STBs1.4133.5065.099
PCs--974
Total8.92517.286
31.424
Fonte: Dibeg/JEITA


AMÉRICA DO NORTE

Os Estados Unidos encerram as transmissões analógicas em 12 de junho de 2009.

O Cadaná deverá conduzir o switch-off em 2012.
A TV Digital no Japão apresenta:
  • HDTV
  • Multiprogramação
  • Mobilidade
  • TV Interativa
  • Broadcasting da dados
  • Advanced caption




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Governo cobra proposta da indústria para Interatividade





Por meio da página do Minicom, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informa que solicitou à indústria um posicionamento oficial sobre a obrigatoriedade da adoção do Ginga, middleware de interatividade, pelos fabricantes de televisão no país. “A ideia é fazermos um debate sobre a interatividade para massificar a TV Digital, e não elitizá-la com elevação dos preços”, disse na nota oficial.
Fato constrangedor foi o presidente do Forum SBTVD, em entrevista à imprensa, reproduzida pela CDTV, do Portal Convergência Digital, afirmar que o Ginga não foi debatido entre as partes. Sobre o Ginga, Franco foi além. Apesar de reconhecer que o middleware brasileiro é único, diz que há muita ansiedade e impaciência no país para a massificação da interatividade. 
Durante a reunião, segue a nota, também ficou acertada a participação brasileira no IV Fórum Internacional ISDB-T, no Chile. O evento reunirá representantes dos 12 países que aderiram ao padrão nipo-brasileiro de TV Digital: Brasil, Japão, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Filipinas, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai.
O Secretário de Telecomunicações do MiniCom, Nelson Fujimoto, que também participou do encontro no ministério, destacou a importância da presença do governo no fórum internacional, já que o Brasil liderou a expansão do sistema nipo-brasileiro, principalmente na América Latina. “Essa é uma leitura que os próprios parceiros japoneses têm de que o papel do Brasil foi muito importante e fez a TV Digital se expandir”, acrescentou.
O fórum no Chile deverá reservar um espaço exclusivo para as discussões e trocas de experiências entre representantes de governo. De acordo com Fujimoto, é relevante que o evento consiga integrar os países não só técnica, mas também politicamente.
O fórum também deverá convidar outras nações interessadas em adotar o sistema nipo-brasileiro de TV Digital, como Angola, Nicarágua e Guatemala. O evento ocorre semestralmente desde 2009 e já foi realizado no Peru, Argentina e Brasil. O principal objetivo é garantir a harmonização das normas técnicas entre os países que já adotaram o padrão nipo-brasileiro. 
Fonte: Convergência Digital .

domingo, 29 de janeiro de 2012

TV DIGITAL : UM NOVO OLHAR SOBRE A MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIA !!



A TV digital já é uma realidade palpável para os brasileiros.
O sistema, que começou suas transmissões em dezembro de 2007, hoje é utilizado por todas as emissoras da rede aberta, e já atinge metade da população nacional.
A partir de junho de 2016, o sistema analógico será desligado. Entretanto, ainda não existe uma boa maneira de medir a audiência da TV digital - dado importante para o mercado publicitário e para a programação das emissoras.
Um estudo desenvolvido pela Escola Politécnica (Poli) da USP deu os primeiros passos nesse sentido, com um software que é capaz de coletar dados sobre os telespectadores do novo sistema.Atualmente, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) - responsável pelas medições de audiência - não realiza nenhum tipo de acompanhamento das transmissões digitais.
Medição de audiência da TV
Em relação à TV analógica, "nenhum país usa tão poucos pontos de medição: são apenas 700 medidores na cidade de São Paulo, que verificam se a TV está ligada ou não, e em qual canal, baseado na frequência de sintonia deles," explica Valdecir Becker, que criou o novo sistema juntamente com o professor Marcelo Zuffo.
O Instituto ainda divide seus dados por classe social, idade e sexo, e cada ponto de sua medição equivale a 58 mil domicílios na cidade de São Paulo, o que na visão de Valdecir é pouco, considerando o número de habitantes do país. Entretanto, ele mesmo completa: "Não dá para dizer que não funciona, porque estatisticamente o modelo é correto, e o mercado o aceita bem".
Porém, o método utilizado hoje pelo Ibope não valeria para a TV digital por dois motivos, na visão do pesquisador.
"O primeiro problema é técnico: vários canais podem ser transmitidos em uma mesma frequência no sistema digital, como acontece, por exemplo, na TV Cultura em São Paulo, que exibe a Cultura, a Univesp TV e o Multicultura. O outro é mercadológico: hoje o anunciante precisa de mais dados sobre sua audiência - ele paga sobre a qualidade dos espectadores, e não sobre a quantidade," afirma Valdecir.
Segundo ele, a tecnologia utilizada no exterior também apresentaria falhas: "ela utiliza um sistema de comparação de luminosidade entre as telas do espectador e da emissora. A ideia é interessante, mas demora horas para ser processada, o que inviabilizaria o "minuto a minuto", serviço instantâneo oferecido pelo Ibope".
A TV que vê você
Para tentar resolver o problema das frequências, Valdecir propôs um sistema de medição que utilizasse a NIT (Network Information Table), espécie de identificação que cada canal tem na TV digital, e que chega junto com o sinal.
Valdecir desenvolveu um software que lê esse sinal.
O programa foi testado em baixa escala, em 6 caixas que o continham em pontos de medição diferentes durante 1 semana. Cada caixa enviava informações para um banco de dados que Valdecir controlava em sua casa.
Outra inovação do sistema de Valdecir é a criação de perfis de usuários: cada morador da casa que recebe a caixinha teve a sua identidade criada, e, quando assistia algum programa, seus dados eram também enviados.
Assim, era possível obter diversas informações sobre os espectadores: além dos dados que o Ibope utiliza, o programa desenvolvido pelo jornalista também capta dados como deficiências que impeçam o espectador de assistir à TV (física/visual/mental/auditiva), comportamento online (especialmente nas redes sociais), tempo que vê àquele canal específico (em comparação com o número de horas que assiste TV).
O perfil no intervalo do telespectador também é considerado, assim como se assiste sozinho ou acompanhado e se acessa informações adicionais (vê DVD, blu-ray, assina revista ou jornal, possui TV paga).
Ritmo da tecnologia
Com o sistema, será possível unir informações entre os perfis rapidamente: "Isso ajudará o mercado publicitário na segmentação de seus produtos, além de dar mais informações para quem faz a programação da TV".
Entretanto, isso ainda não é suficiente, uma vez que o projeto de Valdecir não segue uma proporção estatística - ele sugere que um trabalho futuro prove se isso é possível.
Ele ressalta que hoje apareceram muitas maneiras de se ver TV que são deixadas de lado pelo sistema do Ibope: "Muita gente vê TV pelo celular ou na internet. Além disso, um terço das tevês do país não usa o sinal analógico, mas sim via antena parabólica - e também são ignoradas nessa contagem. Precisamos achar um meio de esquecer a plataforma de transmissão e pensar no conteúdo audiovisual que está sendo transmitido", diz.
O jornalista ainda conclui que talvez estejamos andando num ritmo mais acelerado do que conseguimos perceber: "O uso das tecnologias está caminhando mais rapidamente do que a gente consegue entender e mais ainda do que a gente consegue medir".

fonte : Bruno Capelas, (Inovação Tecnologica).