Pesquisar este blog

Translate This Post

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Google Lança Relatório que diz :Multi-Screen esta se tornando o padrão em vez da exceção para muitas atividades !


O Google lançou um relatório muito interessante de como nossa sociedade esta se  tornando  multi-screen, ou seja, está consumindo conteúdos utilizando mais de uma tela: TVs, smartphones, PC/Laptops e tablets. Ele apresenta números sobre navegação web, compras, mídia – incluindo vídeos e TV, tanto sequencialmente (começa em uma tela e termina na outra) quanto simultaneamente (através de apps ou multitarefas).
A pesquisa foi feita com mais de 1.600 pessoas e suas atividades capturadas durante 24h no segundo trimestre de 2012.
E pode ser acessada em :
http://googlemobileads.blogspot.co.uk/2012/08/navigating-new-multi-screen-world.html
Abaixo um  resumo baseado no site (http://www.sambatech.com/tag/varias-telas/)


Sequencial x Simultâneo
Existem duas formas de consumir conteúdos usando multi-screen: sequencial ou simultâneo. O padrão de uso normalmente é mais sequencial, em que o usuário assiste primeiro o conteúdo numa tela e depois complementa a informação através de outra.
90% dos participantes tiveram esse comportamento.
77% assistiram TV com um outro dispositivo em mãos.
Esse último dado confirma uma tendência de comportamento dos usuários de se inteirar mais sobre o assunto ou de se distrair quando começam os comerciais. Talvez isso não seja uma boa idéia para os anunciantes mas já existem formas de apresentar anúncios relevantes através da sincronização de conteúdos. A chave para isso é a comunicação entre os dispositivos e isso possibilita alternativas para amarrar uma boa campanha à segunda tela.
 No caso de usuários sequenciais, produtos poderiam ser oferecidos ao final de shows e programas fazendo com que os usuários continuem interagindo com a marca – através da segunda tela.

A pesquisa aponta que os usuários sequenciais, quase 50% das  que vezes eles começam um vídeo em um dispositivo ,terminam assistindo esse conteudo em outro dispositivo. Isso significa que é essencial para os produtores de vídeos que tanto a experiência quanto o conteúdo sejam otimizados com base na tela que o usuário está assistindo.

Abaixo um raio-x, por device, do consumo sequencial.




 Para o proximo tópico , que é o do uso das telas de forma simultânea, um dado interessante: dentre as top atividades de um usuário multi-screen,é que os  vídeos online estão  na ultima posição. Antes de ser um dado decepcionante  isso pode indicar que (como o relatório do Google mediu apenas usuários que usam mais de uma tela)   os usuários estão “mergulhados” no conteúdo que estão assistindo.



fonte: http://www.sambatech.com/tag/varias-telas/
http://www.reelseo.com/google-multiscreen-research/



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Rádio Digital Brasileiro pode morrer antes de nascer


Transcrevo na integra o artigo de Ismar Capistrano Costa Filho.
[Ismar Capistrano Costa Filho é doutorando em Comunicação pela UFMG, mestre em Comunicação pela UFPE, jornalista pela UFC, coordenador executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Ceará  e membro titular do Conselho Consultivo do Rádio Digital]
Desde 2006, o governo brasileiro adotou o padrão ISDB-TB de TV Digital, que permite convergência, interatividade e multiprogramação. Mandar a opinião, votar em enquetes, assistir outros programas no mesmo canal e até mesmo acessar a internet, através do aparelho televisivo, são possibilidades dos espectadores neste modelo. No entanto, tudo isso parece mais cena de ficção futurista do que realidade. O explícito boicote das emissoras aos recursos digitais e a ausência de regulamentação governamental revelam que a TV digital brasileira ainda inexiste, senão como canais HD (alta definição de som e imagem) porque o interesse empresarial, que predomina também no Ministério das Comunicações, tenta construir uma TV com menor custo, maior lucro e uma audiência concentrada em poucos canais, o mais passiva, acomodada e disciplinada possível.
O rádio digital corre o risco de repetir a fatídica situação. Com atraso de, pelo menos, cinco anos, o governo federal ainda não definiu seu padrão (IBOC e DRM são os principais concorrentes), nem as diretrizes do modelo. Somente em agosto de 2012, o Ministério das Comunicações criou um Conselho Consultivo para discutir esta decisão. Composto por representantes do governo, das emissoras e dos fabricantes, o órgão tem sua primeira reunião no dia 23 de outubro. Além de atrasada, a discussão começa totalmente desequilibrada. Sem quase investimentos, o Conselho não conta com qualquer estrutura para sua instalação, sequer as condições para participação dos conselheiros é garantida. Não há subsídios para passagens, transporte, hospedagem e alimentação para quem voluntariamente prestará o serviço público de construir posições para a decisão governamental sobre o tema.
Grupos empresariais são favorecidos
Além de institucionalizar a gestão de financiamento do privado para o público, a situação favorece a inversão dos interesses sociais em particulares, dado que a falta de condições simétricas para a participação no debate privilegia os grupos empresariais. A impossibilidade de entidades como a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) enviarem seu representante titular por falta de recursos financeiros enfraquece a defesa de uma rádio digital popular e democrático.
Pensar este modelo é muito mais do que a escolha de um padrão e os custos para implantação. É planejar e executar uma série de medidas que possibilitem mais amplos acessos e participação no rádio digital. É muito mais do que uma questão tecnológica. É uma decisão política que deve orientar a horizontalização da produção e potencialize o uso da tecnologia. Assim, muitas questões e escolhas podem ser elaboradas. Como empoderar as pequenas e médias emissoras a produzirem conteúdo multiforme, interativo e colaborativo? O modelo irá agravar as diferenças entre os grandes e pequenos grupos radiodifusores? Como a multitransmissão num mesmo canal será distribuída? As emissoras poderão veicular diferentes programações simultâneas ou os canais serão compartilhados por emissoras educativas, comunitárias e comerciais? O rádio digital poderá ser uma forma de acesso à internet, possibilitando inclusão digital? Como os ouvintes serão preparados para o uso da nova tecnologia? Haverá orientações para sua participação mais efetiva na produção e gestão das emissoras?
A falta de condições de paridade de participação nesse Conselho revela que não há no governo disposição política de, provavelmente, debater essas questões, respondê-las e, muito menos, executá-las. Reflete também a inexistência de uma política pública de comunicações, favorecendo a força dos grupos empresariais consolidados pelo mercado de gerir, conforme seus interesses bens públicos, como a radiodifusão, que deveriam alicerçar a educação e a participação cidadãs.