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sábado, 14 de março de 2015

Grupo Era Transmidia torna-se Associação Era Transmidia

Em um evento cheio de "surpresas" positivas, o Grupo Era Transmidia organizou uma festa de lançamento da Associação ERATRANSMIDIA .
Tendo como presidente ,seu criador e Mentor Rodrigo Arnaut ,e Vice Presidente  Solange Eiko, o grupo conta ainda com : Dimas Dion  e Sergio Bicudo na diretoria de Comunicação, Rodrigo Terra , Rodolfo Oliveira e Karin Ludwig ,na diretoria de negócios e Fabio Hofnik e André Felipe no Conselho Fiscal .

EraTransmídia é um grupo de estudos fundado em São Paulo, que reúne voluntários apaixonados por transmídia, fenômeno narrativo em multiplataformas de mídia, ato de multiplicar a divulgação de conteúdo por meio de diversas plataformas, como tablets, smartphones, net e notebooks, desktops, TV, Rádio e mídias sociais como blogs, Facebook, Twitter e You Tube, ou seja novas mídias e mídias tradicionais em um ambiente colaborativo de estudo, discussões e realizações.
Veja abaixo algumas fotos do evento .














sexta-feira, 26 de setembro de 2014

BRASIL E ARGENTINA EMPATAM NO USO DE SEGUNDA TELA

Estudo da Ipsos MediaCT mostra que 57% dos brasileiros usam o Facebook enquanto assistem TV e que para 39% dos entrevistados, a segunda tela escolhida é um dispositivo móvel. Se olharmos para o comportamento do telespectador durante o chamado horário nobre – entre 20h e meia noite –, o índice é ainda mais alto: oito em cada dez brasileiros utilizam a rede social enquanto veem televisão.

Gabriel Gontijo, pesquisador de audiências do Facebook, diz que é muito comum as pessoas comentarem na rede social enquanto assistem uma partida de futebol, uma reportagem mostrada no telejornal da noite ou mesmo o que ocorre em sua novela favorita. Para ele, esses exemplos mostram o quanto as pessoas estão conectadas ao Facebook enquanto assistem à TV.

Para as empresas, compreender esse comportamento é importante para orientar a diversificação e melhorar a estratégia de anúncios no Facebook. “Conteúdos vistos em um dispositivo móvel muitas vezes provocam ações em outros. Ou seja, os anúncios não devem se limitar a um único meio. As pessoas estão sempre conectadas e, no Facebook, todo horário é nobre”, avalia o pesquisador.

Esses e outros dados do estudo, encomendado pelo Facebook e que envolveu, além do Brasil, telespectadores na Argentina, Chile, Colômbia e México, estão infográfico abaixo:

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Segunda Tela : Retrospectiva 2012 Parte 1


Em 2012, um monte de pessoas  usaram smartphones , tablets e ou laptops enquanto assistiam televisão. Mas como muitos, o que eles estão fazendo, e o que isso pode significar para a indústria de TV?
Essa é uma questão que tem sido debatida  em praticamente todos os setores de conferência que tenho participado, e não há falta de empresas de pesquisa para tentar nos ajudar  a compreender os hábitos dos telespectadores, e responder  adequadamente essa questão.
Com a chegada do final de ano, este é um bom momento para reunir alguns dos mais recentes estudos, e tirar algumas conclusões:

Os números apontam que entre 75% e 85% dos telespectadores usam outros dispositivos movéis, enquanto assistem TV, embora muitas dessas pessoas estejam  fazendo tarefas não relacionadas a programação propriamente dita  é surpreendente quantas pesquisas mostram que  cerca de 60% destes chamados “teleparticipantes”  estão realmente usando seu segundo dispositivo para procurar algo relacionado com o conteúdo que estão assistindo.
Também podemos ver que  mais de um quinto dos telespectadores estão conversando no Facebook ou no Twitter sobre os shows que eles estão assistindo, embora, novamente, muitas pessoas estão nesses sites por razões não relacionadas (entre 42% e 48% do total, o que inclui o uso de conteúdos relacionados e não relacionados).
Abaixo estão os estudos, em ordem cronológica inversa por data de publicação.

eDigitalResearch / IMRG (Outubro de 2012)
Esta foi uma pesquisa com 2.000 pessoas no Reino Unido realizada no início de julho de 2012. Constatou-se que 80% dos proprietários de smartphones, 81% dos donos de tablets  e 73% dos donos de laptops usam seus dispositivos em frente à TV. 41% das pessoas têm usado um destes dispositivos para procurar um produto depois de ver isso em um show ou anúncio.
IMRG é "a associação do Reino Unido para a indústria de varejo eletrônico", por isso fez questão de frisar as implicações para os varejistas, especialmente em termos de assegurar o quanto os  smartphone e tablet são mais amigáveis a navegação. Sites e aplicativos empataram nos anúncios que estão em execução na TV.

Red Bee Media / Decifrar (Outubro de 2012)
Esta pesquisa com mais de 2.000 proprietários britânicos de tablets e  smartphones, laptops, afirmou que 86% usaram um desses dispositivos enquanto assistem TV, embora apenas um quinto tenha usado  algum tipo de  "apps  para sincronismo de conteúdo.
Desses usuários de aplicativos, 55% estavam ansiosos sobre a capacidade de responder a enquetes ou votações nestes aplicativos , enquanto 52% gostaram da possibilidade de participar ou de influenciar o conteúdo que estão assistindo.
O estudo também descobriu que 52% dos entrevistados tinham usado uma segunda tela para descobrir mais sobre um programa de TV, e que um terço , disse que estavam mais propensos a assistir a um show ao vivo, em vez de se utilizar de  “catch-ups”, caso houvesse muita agitação social, em torno do conteúdo ao vivo.
44% dos “teleparticipantes”   usam a segunda tela para descobrir mais sobre marcas ou anúncios, enquanto 56% estão abertos para receber anúncios direcionados através de aplicativos síncronos, e 40% estariam dispostos a receber ofertas e promoções em seus dispositivos com base em produtos apresentados na TV.
 Enquanto isso, um quarto dos entrevistados disse que pagaria por um aplicativo de segunda tela algo entorno de  US$ 1,27 por aplicação, em média.

Verizon / Harris Interactive (Outubro de 2012)
A Verizon encomendou a Harris  uma votação com aproximadamente 2.319 norte-americanos que estavam planejando assistir os debates presidenciais dos EUA. Constatou-se que 65% desses ,disseram que estavam indo para fazê-lo com um smartphone, tablet ou computador em suas mãos .
41% disseram que seria "algo provável",de  usar a segunda  tela para checarem as declarações de Barack Obama e Mitt Romney, enquanto 39% eram pouco propensos a seguir as reações dos repórteres políticos.
Este não é um fluxo unidirecional de atualizações de redes sociais, no entanto, 23% das pessoas que planejavam assistir aos debates, disseram  que iam  apostar suas próprias reações no Facebook e 14% no Twitter.


BSkyB / YouGov (Setembro de 2012)
BSkyB encomendou a  YouGov  uma pesquisa sobre como a mídia de tecnologia e redes sociais estão mudando os hábitos de assistir à TV, com base em 4.465 respostas.
A figura abaixo nos mostra que: 75% dos britânicos assistem TV com um segundo dispositivo na mão. E o que eles estão fazendo? 65% estão a navegar na web, 60% estão lendos/mandando e-mail e 48% estão usando redes sociais.
O estudo também se aprofundou nos hábitos dos telespectadores entre 18-24 anos de idade, e descobriu que 24% usam o Facebook para encontrar algo para assistir, enquanto no Twitter o uso é de 9%. 
37% compartilham algo sobre um show que estão assistindo  em alguma mídia social, enquanto 31% indicam algum programa para pessoas que não sabem o que assistir.
No geral, 24% das pessoas pesquisadas disseram que usam as mídias sociais para recomendações de TV, enquanto 12% das pessoas dizem "eles mudariam de canal “,só por causa de algo que viram na mídia social.

Estudo do Google multi-telas

Google / Ipsos / Sterling (agosto de 2012)
Este é atualmente um dos estudos mais amplamente citados de segunda tela, graças em parte à sua advertência para a indústria de TV , de que a" Televisão já não chama a nossa atenção como antes ": 77%  das pessoas assistem o conteúdo da TV em outros dispositivos.
O estudo, que envolveu 1.611 participantes dos Estados Unidos, sugeriu que 81% das pessoas usam smartphones enquanto assistem TV, enquanto os laptops são usados por 66%  enquanto assistem TV.
As principais atividades incluem  e-mail (60%), navegação na Internet (44%), redes sociais (42%) e jogar jogos (25%).
Google sugeriu que 22% da "utilização simultânea" de mais de  um dispositivo é complementar -,ou seja, um uso está relacionado com o outro. Ele também descobriu que 22% dos entrevistados procurou algo em seu smartphone, porque eles viram na TV - um número que se decompõe em 17% por causa de um anúncio, e 7% por causa de um show ou programa de TV. (obviamente,pode haver  uma sobreposição).

Ericsson (agosto de 2012)
Estudo da Ericsson de hábitos de TV e vídeo foi baseado em seu programa de pesquisa “ConsumerLab”, que envolveu  entrevistas com 100.000 pessoas por ano em 40 países.
Sua principal descoberta foi que 62% das pessoas usam mídias sociais enquanto assistem TV - 18 pontos percentuais a mais do que em2011 . 40% deles estão discutindo o que estão assistindo em redes sociais.
O relatório observou que a TV social não é só para os jovens: 30% desse numéro é composto por um publico entre 45-59 anos de idade que quer se envolver com TV social pelo menos semanalmente.

Deloitte (agosto de 2012)
Pesquisa da Deloitte de 4000 pessoas no Reino Unido ,se aprofundou nos hábitos da  segunda tela e  afirmou que 24% de todos os entrevistados usam  segunda tela, e quase a metade dos entrevistados entre 16-24 anos de idade, utilizam seus dispositivos para  para discutir o que esta assistindo na TV.
A pesquisa sugere ainda  que há uma "apetite " para interagir com shows a partir de segunda tela, com apenas um décimo dos entrevistados navegando na internet para obter informações sobre o programa que estão assistindo.
40% disseram que seriam  capazes  de enviar comentários de um show ao vivo, mas em contrapartida  68% disseram que não gostariam de ver  websites de produtos, pessoas ou anúncios que acabaram de ver na TV "abrindo automaticamente no seu computador, tablet ou smartphone ".
A pesquisa  da Deloitte nos mostra que o habito de uso da segunda tela  tem muito mais impacto sobre a condução de "conversas sobre um programa”,do que a  interação  com ele. Isso é algo muito mais parecido com o que as pessoas fazem quando comem e conversam enfrente da TV, do que a busca de um engajamento mais profundo como o programa ou comercial que esta sendo exibido.

No proximo post continuaremos a discutir mais algumas pesquisas 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Google Lança Relatório que diz :Multi-Screen esta se tornando o padrão em vez da exceção para muitas atividades !


O Google lançou um relatório muito interessante de como nossa sociedade esta se  tornando  multi-screen, ou seja, está consumindo conteúdos utilizando mais de uma tela: TVs, smartphones, PC/Laptops e tablets. Ele apresenta números sobre navegação web, compras, mídia – incluindo vídeos e TV, tanto sequencialmente (começa em uma tela e termina na outra) quanto simultaneamente (através de apps ou multitarefas).
A pesquisa foi feita com mais de 1.600 pessoas e suas atividades capturadas durante 24h no segundo trimestre de 2012.
E pode ser acessada em :
http://googlemobileads.blogspot.co.uk/2012/08/navigating-new-multi-screen-world.html
Abaixo um  resumo baseado no site (http://www.sambatech.com/tag/varias-telas/)


Sequencial x Simultâneo
Existem duas formas de consumir conteúdos usando multi-screen: sequencial ou simultâneo. O padrão de uso normalmente é mais sequencial, em que o usuário assiste primeiro o conteúdo numa tela e depois complementa a informação através de outra.
90% dos participantes tiveram esse comportamento.
77% assistiram TV com um outro dispositivo em mãos.
Esse último dado confirma uma tendência de comportamento dos usuários de se inteirar mais sobre o assunto ou de se distrair quando começam os comerciais. Talvez isso não seja uma boa idéia para os anunciantes mas já existem formas de apresentar anúncios relevantes através da sincronização de conteúdos. A chave para isso é a comunicação entre os dispositivos e isso possibilita alternativas para amarrar uma boa campanha à segunda tela.
 No caso de usuários sequenciais, produtos poderiam ser oferecidos ao final de shows e programas fazendo com que os usuários continuem interagindo com a marca – através da segunda tela.

A pesquisa aponta que os usuários sequenciais, quase 50% das  que vezes eles começam um vídeo em um dispositivo ,terminam assistindo esse conteudo em outro dispositivo. Isso significa que é essencial para os produtores de vídeos que tanto a experiência quanto o conteúdo sejam otimizados com base na tela que o usuário está assistindo.

Abaixo um raio-x, por device, do consumo sequencial.




 Para o proximo tópico , que é o do uso das telas de forma simultânea, um dado interessante: dentre as top atividades de um usuário multi-screen,é que os  vídeos online estão  na ultima posição. Antes de ser um dado decepcionante  isso pode indicar que (como o relatório do Google mediu apenas usuários que usam mais de uma tela)   os usuários estão “mergulhados” no conteúdo que estão assistindo.



fonte: http://www.sambatech.com/tag/varias-telas/
http://www.reelseo.com/google-multiscreen-research/



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Advento Segunda Tela: O Teleparticipante! ( Parte II )


O Advento Segunda Tela e o sincronismo de mídias, tem despertado o interesse de muitos provedores de conteúdo.
Um exemplo disso foi dado pela canal Fox, que lançou um aplicativo que sincroniza TVe tablets (no caso, o IPad2). O aplicativo foi desenvolvido para ser utilizado enquanto se assiste à série Bones.a ideia é que o conteúdo do iPad seja sincronizado com o que é exibido na TV em “tempo real”, e exiba informações adicionais, que complementem o seriado.
Durante o programa, é possível ainda conversar com outras pessoas que estão assistindo ao seriado, checar a biografia dos personagens e ler pistas que ajudam a desvendar os casos da série.

Ao ver aplicativos desse tipo é impossível não pensar que finalmente o paradigma do telespectador esta sendo quebrado.
Uma das principais características da TV Digital Interativa são as possibildades de interação com os quais os telespectador se depara,e geram uma quebra do fluxo continuo da programação de TV. Essa quebra de fluxo continuo esta mais próxima da linguagem multimidia do que própriamente da forma de se ver TV, pois ela insere elementos de hipertexto,com links e associações. Isso muda substancialmente a forma como o telespectador esta acostumado a se relacionar com a TV,e gera nele a necessidade de “aprender” um nova forma de assistir TV.Com isso a TVDigital Interativa gera uma mudança cultural que vai muito alem da mudança tecnológica. Trazendo a tona, novos modos de pensar, agir e sentir, para dentro da experiência de assistir TV. Neste sentido ao modificarmos a cultura do telespectador (em função também da nova linguagem de produção do conteúdo áudio visual), também estaremos gerando mundanças na maneira de como as pessoas adquirem conhecimento e na forma como entendem o mundo a sua volta. Estaremos por fim, vendo o nascimento de um novo conceito. O conceito do Teleparticipante.
Até hoje o conceito de telespectador é o de um sujeito passivo diante da programação. Através dos recursos interativos,da segunda tela , da possibilidade de personalização da grade de programação , de gerar conteúdo etc, nasce o Teleparticipante,este é o novo conceito de publico que passaremos a lidar.

E quem é o Teleparticipante ?
O Teleparticipante, não precisa ser um heavy user em informática, ou coisa do gênero. Ele é o telespectador trazido para dentro da TVDigital ,convidado por interfaces gráficas amigáveis e aplicativos mnemônicos e auto-explicativos que abrem toda uma gama de facilidades ainda não experimentadas.
O Teleparticipante poderá manipular informações ao longo da exibição do programa( ou responder a estímulos do apresentador de um programa de auditório,ou enviar questões para um talk show). 
As opções de interação aparecem na tela por meio de “icones”,em seus dispositivos móveis, que podem ser acionados sem a necessidade do controle remoto. Os botões abrem as camadas interativas e permitem a navegação dentro dessas camadas.
Para isso, os recursos interativos devem ser tão inteligentes e amigáveis o quanto possível para atrair novos clientes e fidelisar os que estão na base. A simples bandeira de interatividade, ou da segunda tela, sem um real propósito, e mais ainda, sem uma bom modelo de negócio atrelado a ela, não resultara em receita instantânea mas sim na fuga dela.

O uso racional e criativo da interatividade é que tornará o diferencial estratégico entre as empresas ; mostrando que a união entre usabilidade e interface gráficas amigáveis começam muito antes do usuário apertar o botão “Power” de sua TV ou Tablet.

É importante lançarmos um olhar agora para o universo da publicidade e vermos que até agora no mundo inteiro (apesar de diversas tentativas) não há realmente um só anuncio de TV Interativa que seja atraente o suficiente para convencer os anunciantes, analistas financeiros e claro os próprios consumidores de perder seu “precioso tempo” pressionando ícones para ver mais detalhes de um produto.
Isso porque, o consumidor sempre estará mais apto a desfrutar de sua programação sem interrupções em sua “primeira tela”, e respondera as chamadas de “segunda tela” que lhe pareçam mais sensatas.
Se seguirmos este pressuposto, então veremos que o futuro da publicidade interativa deve estar de alguma maneira atrelado aos anúncios que utilizan-se dos artifícios de sincronização com os dispositivos de segunda tela. A grande sacada aqui é fazer com que o anuncio se conecte com o consumidor através dos dispositivos móveis, enquanto esse esta sendo veiculado na primeira tela.
Imagine um anuncio de carro que inicialize um app em um tablet, quando este estiver sendo veiculado na primeira tela. E esse app, lhe traga informações extras sobre o produto anunciado.
Esse é um tipo de conexão que não é facil de se conseguir, pois devemos reconhecer que de fato o interesse dos consumidores em tornarem-se ativos e envolver-se com os comerciais é baixo. Mesmo porque a hora do
“comercial” é um momento de grande distração, onde as pessoas aproveitam para ir ao banheiro, para levantar e tomar um café, ou mesmo para iniciar uma conversa na sala. Mas acredita-se que com a proliferação dos dispositivos de segunda tela, as probabilidades de engajamento do publico alvo com seu produto aumentara consideravelmente, se os dispositivos estiverem sincronizados. Mais do que nunca a máxima de conhecer o comportamento do consumidor será uma verdade, pois transformara desafios (distração) em oportunidades.
Quando os anunciantes forem capazes de considerar os tipos de distração que estão levando seus usuários para longe do campo de visão da Tv, descobrirão que os mesmos dispositivos responsáveis por essa distração, são na verdade o veiculo que lhes trará toda a atenção de volta, através do sincronismo de midias tornando-os em um veiculo de publicidade ainda melhor.
A sincronização entre dispositivos moveis ( segunda tela) e a Tv ,permitira a publicidade uma variedade de novas direções. Direções essas , que hoje ainda não sabemos quais são , pois tanto desenvolvedores quanto usuários estão engatinhando nesse novo universo de oportunidades, mas não se enganem é preciso que todos estejam preparados para o Advento da Segunda Tela e de seu melhor usuário: o Teleparticipante!

Bibliografia:

O Advento Segunda Tela:Como a tecnologia tem alterado o paradigma do “Telespectador” e trás a tona o nascimento de um novo conceito: “O Tele participante ”.

Segunda Tela é o nome ao qual as emissoras tem dado ao habito dos “telespectadores” de navegarem na Internet utilizando Tablets , smartphones ou até mesmo notebooks enquanto assistem televisão.
Uma recente pesquisa conduzida pela consultoria Nielsen e encomendada pela Cable & Telecommunications Association de Marketing (CTAM), apresentou importantes dados a respeito disso.
A pesquisa revela insights valiosos sobre como as pessoas estão usando aplicativos de vídeo, e como eles complementam seu comportamento de assistir tv. Os resultados são animadores, incluindo a descoberta de que os consumidores estão abertos para anúncios em aplicativos em troca de conteúdo grátis ou um menor
custo do serviço e mostran-se, ainda mais receptivos para anúncios em aplicativos para tablets,desde que os mesmos sejam grátis.
Segundo a pesquisa, cerca de 85 por cento dos usuários de tablets dizem que estão vendo a mesma quantia ou mais da programação da Tv desde que começaram a usar apps de vídeo. Na verdade, para muitos, tem aumentado o número de espectadores de TV . Quase metade, 46 por cento, dos usuários de apps de vídeo , dizem estar mais envolvidos com os programas ou redes associadas com as aplicações de vídeo depois de acessá-los. E 35 por cento dos entrevistados para o relatório, dizem que usam seus dispositivos para visitar o website enquanto estão navegando com seus tablets ou dispositivos móveis.
Desse ponto ,podemos levantar a seguinte questão: Usar dispositivos móveis tira a atenção da audiência do programa de TV?
O estudo realizado pela CTAM, descobriu que muito pelo contrário, isso tem aumentado ainda mais o envolvimento dos consumidores com a programação.
Dai começam a surgir novos aplicativos chamados de : "Sync-to-TV" apps . A sincronização para TV refere-se a um aplicativo desenvolvido para a segunda tela (neste caso um tablet ou iPad 2) que reconhece um programa transmitido através de um aparelho de TV e lança módulos interativos na segunda tela correspondente com a programação.

Os consumidores relatam que a experiência de sincronização para TV torna-os mais propensos a prestar maior atenção ao programa, aumentando assim o seu envolvimento com o conteúdo ou com a publicidade, o que os mantem sintonizados por mais tempo no mesmo canal.

A idéia de sincronismo entre a programação é a segunda tela ,faz toda a diferença para o telespectador, pois o mesmo não precisa ir a um determinado site ou buscar por conteúdo extra, esse conteúdo praticamente “cai no seu colo” , transformando a experiência de ver televisão em uma atividade ainda mais envolvente.

Voltando um pouco ao assunto de segunda tela, muitos dirão que isso não implica que o conteúdo consumido pelos usuários sempre estará relacionado entre as telas (por exemplo, um membro da família pode estar usando o Facebook ou o Twitter para fins completamente alheios ao programa da TV). Porém,pensar nesses termos é talvez, limitar a real extensão que o advento da segunda tela pode trazer para o panorama Broadcaster , e com isso perder o quadro muito mais amplo em torno das oportunidades que se abrem de mídia social ( ou da chamada Social Tv), criando experiências mais uniformes de mídia conectada, e como estes fluxos podem se expandir para alem dos limites do sofa dos telespectadores.
Dessa forma podemos pensar na “segunda tela”como um dispositivo muito mais capaz de encontrar e gerenciar mídias de conteúdo do que é a TV, devido a alguns fatores como:
È portátil, é customizavel, e o mais importante de todos é fácil de usar.
A tabela abaixo ilustra onde os usuários de Vídeo Apps mais utilizam seus dispositivos.
O numero de entrevistados foi da ordem de 1460, estudo realizado pela CTAM entre 17 a 19 de Maio de 2011.    


Usuários de vídeo App Em ...



Smart-phones
iPod Touch
Tablets
Em casa
74%
76%
78%
Em um carro
55%
50%
31%
Outros locais fechados
48%
41%
37%
Locais ao ar livre
47%
36%
35%
Enquanto espera na fila
47%
35%
19%
Em restaurantes / cafés
41%
41%
28%
No escritório
41%
31%
35%
Em shopping centers
34%
29%
20%
transportes públicos.(Locomoção)
31%
28%
21%
Na escola
20%
30%
20%
Em um avião
18%
23%
27%




Fonte: CTAM 2011



No proximo post, discutiremos mais sobre a evolução do Advento Segunda Tela...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os Tablets são uma ameaça para a TV como a conhecemos ?




A tela da TV está começando a entrar em uma batalha com Tablets para ser o centro das atenções.

Com o advento de Tablets e smartphones, os telespectadores estão começando a mudar a maneira como assistem TV, isso é o que diz um estudo divulgado pela AC Nielson, onde: 70% dos donos de Tablets e 68% dos proprietários de smartphones utilizam seus aparelhos enquanto assistiem televisão.

Apesar de prognósticos mostrarem que a adoção global de Tablets deve chegar a 48 milhões ainda esta ano. Uma pesquisa realizada pela consultoria Olswang mostra que a adoção de tablets ainda está em seus estágios iniciais, onde apenas 3% possuem um iPad e 2% possuem algum outro tipo de tablet. 

Tablets como o IPAD e Xoom Motorola estão se posicionando como um portal de mídia,
especialmente para TV e vídeo. E a estratégia parece estar funcionando; de acordo com um recente estudo no Reino Unido, os proprietários do iPhone são grandes consumidores de TV:87% assistem YouTube
74% assitem TV catch-up
52% assistem videos no ITunes 38% assistem TV ao vivo

E qual tem sido a resposta das operadoras a isso ? 
Existem três maneiras principais que as operadores de TV podem usar os dispositivos conectados a seu favor:
1. Oferecer TV por meio de dispositivos conectados
Muitas operadoras têm respondido à ameaça dos Tablets oferecendo conteudos sob demanda para esses dispositivos: BBC, HBO, BSkyB, e Hulu são apenas algumas das operadoras que têm lançado conteudos de vídeo-on-demand de TV ao vivo através de apps do iPad. 
Isso deve repercutir também na forma de se medir a audiencia de um canal, à medida que mais e mais expectadores começarem a assistir TV em seus aparelhos as empresas responsaveis por medir o “ IBOP” dos canais terão que descobrir como incluir índices de audiência também para esses dispositivos.


2. Personalizando a Experiencia de assistir TV
O que um monte de provedores parecem ter vislumbrado é a chance não só para oferecer conteúdo a qualquer hora, em qualquer lugar, mas também a chance de personalizar a experiência de ver TV. 
Se pensarmos que a experiencia de ver TV é um ato coletivo onde estão muitas pessoas ao redor de um aplarelho de TV. Em um Tablet essa experiencia se torna algo intimo e pessoal, e é essa quebra de paradigma que algumas operadoras tem utilizado como foco para oferecer conteudo diferenciado.Pela primeira vez as operadoras têm a oportunidade de oferecer o conteúdo certo para as pessoas certas no momento certo.
Muitos dos aplicativos Tablet TV têm dado alguns passos em direção a essa tentativa de personalização, embora nenhum tenha atingido plenamente o potencial das interfaces de TV que podem aprender e mudar de acordo com preferências dos usuarios.

3.Melhorar a experiência de TV na segunda tela
Em vez de colocar TV sobre o Tablet ou smartphone, uma outra abordagem é melhorar a
experiência de assistir a TV .
Atraves de softwares os Tablets podem conectar-se aos set top box ou Smart Tvs e dessa forma servir conteudos interativos relacionados a programação que o usuário esta assistindo.Por exemplo, um espectador pode estar assistindo ao American Idol na TV e pode receber em seu Tablet as colunas de fofocas mais recentes ou criar enquetes, para saber o que as pessoas estão dizendo sobre o programa no Facebook  ou no Twitter.

A revolução dos Tablets e smartphone, está mudando a maneira como as pessoas assistem TV, e isso ao contrario do que pode-se pensar não é uma forma de matar a experiência de ver TV. Muito ao contrário eu acredito que a segunda tela oferece novas maneiras de fazer a com que TV, seja cada vez mais, um veiculo de comunicação convincente e relevante como nenhum outro.