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quarta-feira, 3 de junho de 2015

IPv.6: Indústria pressiona e Anatel adia prazo para equipamentos móveis

A Anatel alterou para 1º de janeiro de 2016, a data de compulsoriedade dos requisitos técnicos para avaliação do suporte ao protocolo IPv6 nos produtos para telecomunicações com interface para as redes móveis. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União do dia 01 de junho. 

A prorrogação atende pleito da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) que defende que o prazo maior se faz necessário para a discussão dos requisitos técnicos envolvidos em testes funcionais, que exigiriam a definição de parâmetros objetivos a serem implementados nos laboratórios de forma equânime.

A entidade salienta que estes testes carecem de melhor descrição de como devem ser realizados no atual cenário de implementação do IPv6 nas operadoras nacionais, sendo necessária uma discussão técnica entre laboratórios, OCDs, fabricantes e ANATEL. Como forma de melhor definir os requisitos, a Abinee propôs a criação de grupo de trabalho que inicie suas atividades de imediato e conclusão no início de outubro de 2015.
De acordo com dados da Anatel, a partir do segundo semestre, as operadoras estarão prontas para oferecer IPv6 nativo aos novos usuários – pelo menos nas principais cidades do país. Os atuais vão gradativamente tendo modems e roteadores trocados por equipamentos configurados para IPv6. Desde janeiro a Anatel só certifica cable modems que tenham IPv6.
Para este mês, a agêncai reguladora prevê que o mesmo acontecerá com os smartphones. A previsão é de que a partir de 2016 também modems ADSL só sejam certificados com IPv6. A migração completa para o novo protocolo da Internet deverá ser concluído em até cinco anos.
Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=39787&sid=4
Ana Paula Lobo* ... 03/06/2015 ... Convergência Digital   *Com informações da Abinee

sábado, 21 de março de 2015

IPv6 no Brasil: Anatel anuncia implantação do novo protocolo de Internet

Resultado de imagem para ipv6
Uma bomba-relógio da rede mundial de computadores finalmente começa a ser desmontada, pelo menos no Brasil: a sobrecarga de endereços IPs (Internet Protocol). É o que afirma a agência que regula o setor, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel),  após anunciar uma ação coordenada para adotar no país o IPv6, o mais recente protocolo de comunicação de Internet.
A quantidade de dispositivos conectados à Internet no mundo já ultrapassou há muito tempo o número de endereços de protocolo, que funcionam como números de telefone para cada gadget. Chamado de IPv4, o padrão anterior não segura mais a demanda, fazendo com que usuários lidem com diversos problemas, entre eles a incompatibilidade de equipamentos e problemas na configuração de modens.
Já com o padrão IPv6, é possível obter 340 undecilhões de novas possibilidades de endereço. Este número significa 340 seguido de 36 zeros na frente. Com a adoção destes novos códigos, por exemplo, as autoridades conseguem investigar e identificar melhor os responsáveis por crimes cometidos na web. Além disso, a Internet poderá suportar o fluxo de novos dispositivos por um período ainda bastante longo no futuro.
A ideia é que os servidores funcionem paralelamente em iPv4 e iPv6, numa fase de transição que pode durar muitos anos. Assim, usuários terão suporte garantido até que seja concluída a migração natural para o novo modelo. "Isso é totalmente gradual, não é do dia para a noite”, explica o Superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho. "O usuário final não precisa fazer nada, nem se preocupar. Não precisa trocar equipamento, nem reconfigurar Internet”, disse.
Para passar por esse período de transição evitando a sobrecarga atual do IPv4, a Anatel autorizou no Brasil o compartilhamento de um mesmo protocolo público para diferentes usuários, o que em tese sustentaria a demanda até a completa adoção do novo modelo. 
Mas, como isso traria uma série de dificuldades técnicas, a agência já havia definido que todas as prestadoras de serviço de Internet (conexão) disponibilizassem suporte ao novo padrão IPv6 para as redes corporativas até dezembro do ano passado, pare quem quisesse usá-lo.
Novos prazos para redes e eletrônicos
Agora, as prestadoras também precisam se adequar a novos prazos: até julho de 2015, todos os novos usuários deverão ter um endereço em IPv6, disponibilizado obrigatoriamente pela operadora. A partir daí, usuários antigos com dispositivos ainda em IPv4 também terão direito de solicitar um IP público não compartilhado com outros usuários.
Outra medida adotada pela agência é a de exigir o endereçamento em IPv6 para novos dispositivos fabricados e vendidos no Brasil a partir de 2016, o que facilitará o término previsto da transição entre o antigo e o novo modelo. Para obter a certificação técnica do órgão, compulsória para esse tipo de produto com conexão online no Brasil, as empresas precisarão se adequar.
fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Impedidas de “alugar” endereços, teles apostam em IP compartilhado

Diante do esgotamento dos endereços IPv4, a preparação das redes para a nova versão do protocolo Internet, o IPv6, é inevitável. Mas o ritmo dessa mudança também reflete a falta de entrosamento entre os diferentes atores que precisam se preparar, o que vem resultando no uso de gambiarras no sistema de endereçamento.
No Brasil, assim como em outros países, o remendo adotado é conhecido por NAT, acrônimo inglês para ‘tradução de endereços de rede’ – ou, mais recentemente, CGNs, ou carrier-grade NATs, que basicamente são NATs em uma escala maior. Basicamente, uma manobra de compartilhamento que permite o uso simultâneo de um mesmo endereço IP por diferentes conexões.
“Equipamentos tipo CGN são talvez necessários para a fase de transição, porque parte da Internet ainda está em IPv4, parte em IPv6, parte em IPv4 e IPv6 e precisam conversar. Só que custa caro. Para reduzir esse investimento, pedimos para que os provedores de conteúdo coloquem também em IPv6”, diz o diretor deprojetos especiais do Nic.br, Milton Kashiwakura.
As operadoras de telecom, principais provedores de conexão no país, sustentam que fazem uso do NAT a contragosto. “Há risco de acessibilidade, a latência aumenta, e há, claro, o custo. Não queríamos colocar. A gente achava que a melhor saída seria usar recursos de numeração de onde está sobrando, mas isso não avançou”, conta o diretor do Sinditelebrasil, Alexander Castro.
A ideia era “alugar” blocos de endereços IP da África, única região do planeta onde eles ainda estão disponíveis. Para isso, tentou-se um acordo com o Lacnic, mas o tema não conseguiu avançar no registro regional do sistema de endereçamento para América Latina e Caribe, a quem caberia intermediar a tratativa com o Afrinic, seu equivalente para os países africanos.
Para as operadoras, a medida daria fôlego ao IPv4 enquanto o ecossistema não estivesse totalmente preparado para o IPv6. O argumento aqui é que as redes de telecomunicações estarão prontas – ou bem encaminhadas – antes de 2016. Mas o mesmo pode não ser verdade para os ambientes dos usuários e de parte das aplicações na rede mundial.
Nesse cenário, as teles prometem conexões IPv6 nas principais cidades do país já em meados de 2015. Onde não for possível, a primeira tentativa será de conexões IPv4 não compartilhadas. E mesmo com o uso do NAT o compromisso é de manter o compartilhamento na menor taxa possível – preferencialmente em 2 por 1, mas isso vai depender da estratégia de cada empresa.
fonte : http://convergenciadigital.uol.com.br/( Luiz Gustavo )

terça-feira, 7 de outubro de 2014

IPV6: Confira as oito etapas de implementação previstas pelo governo

Metas da Etapa 1 – até março /2015:
  Primeira conexão à Internet com IPv6 ativa;
  Solicitação de endereçamento IPv6 junto aos provedores de acesso;
  Roteamento IPv6 básico habilitado;
  Servidores de Domínio com IPv6 habilitado no servidor principal;
  DMZ IPv6 Básica habilitada;
  Gerência de rede Básica em IPv6 habilitada;
  Sítio piloto do governo com IPv6 habilitado. 

Metas da Etapa 2 – até setembro /2015:
  Demais conexões à Internet em IPv6 ativas;
  Anúncio de prefixos IPv6 pelos provedores de acesso;
  Sessão BGP IPv6 na primeira conexão à Internet;
  Sessão BGP IPv6 nas demais conexões à Internet;
  Servidores de Domínio com IPv6 habilitado no servidor secundário;
  Recebimento de e-mails via SMTP em IPv6 ativo;
  35% dos sítios de governo com IPv6 habilitados. 

Metas da Etapa 3 – até março /2016:
  Backbone da rede em IPv6;
  Plano de endereçamento interno IPv6 elaborado;
  Roteamento IPv6 no backbone da rede ativo;
  IPv6 habilitado no servidor de domínio interno;
  Envio de e-mails via SMTP em IPv6 ativo;
  DMZ IPv6 similar a IPv4;
  Gerência de rede IPv6 similar a IPv4;
  100% dos sítios de governo com IPv6 habilitado;
  25% dos servidores internos dos órgãos com IPv6 ativo;
  25% dos computadores e notebooks com IPv6 ativo. 

Metas da Etapa 4 – até setembro/2016:
  25% dos roteadores de infraestrutura em IPv6;
  25% dos serviços DHCPv6 habilitados;
  25% da configuração da infraestrutura de roteamento IPv6 efetuada;
  DMZ IPv6 completa;
  Gerência de rede IPv6 completa;
  25% das aplicações e serviços internos com IPv6;
  50% dos servidores internos dos órgãos conectados em IPv6;
  50% dos computadores e notebooks conectados em IPv6;
  25% dos dispositivos móveis e celulares conectados em IPv6;
  25% de outros dispositivos conectados com IPv6. 

Metas da Etapa 5 – até março /2017:
  50% dos roteadores de infraestrutura em IPv6;
  50% dos serviços DHCPv6 habilitados;
  50% da configuração da infraestrutura de roteamento IPv6 efetuada;
  Servidor de e-mail exchange em IPv6;
  50% das aplicações e serviços internos com IPv6;
  75% dos servidores internos dos órgãos conectados em IPv6;
  75% dos computadores e notebooks conectados em IPv6;
  50% dos dispositivos móveis e celulares conectados em IPv6;
  50% de outros dispositivos conectados com IPv6. 

Metas da Etapa 6 – até setembro /2017:
  100% dos roteadores de infraestrutura em IPv6;
  100% dos serviços DHCPv6 habilitados;
  100% da configuração da infraestrutura de roteamento IPv6 efetuada;
  75% das aplicações e serviços internos com IPv6;
  100% dos servidores internos dos órgãos conectados em IPv6;
  100% dos computadores e notebooks conectados em IPv6;
  75% dos dispositivos móveis e celulares conectados em IPv6;
  75% de outros dispositivos conectados com IPv6. 

Metas da Etapa 7 – até março/2018:
  100% das aplicações e serviços internos com IPv6;
  100% dos dispositivos móveis e celulares conectados em IPv6;
  100% de outros dispositivos conectados com IPv6. 

Metas da Etapa 8 – até setembro/2018:
 100% das redes e equipamentos de governo com IPv6.