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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Advento Segunda Tela:Como a tecnologia tem alterado o paradigma do “Telespectador” e trás a tona o nascimento de um novo conceito: “O Tele participante ”.

Segunda Tela é o nome ao qual as emissoras tem dado ao habito dos “telespectadores” de navegarem na Internet utilizando Tablets , smartphones ou até mesmo notebooks enquanto assistem televisão.
Uma recente pesquisa conduzida pela consultoria Nielsen e encomendada pela Cable & Telecommunications Association de Marketing (CTAM), apresentou importantes dados a respeito disso.
A pesquisa revela insights valiosos sobre como as pessoas estão usando aplicativos de vídeo, e como eles complementam seu comportamento de assistir tv. Os resultados são animadores, incluindo a descoberta de que os consumidores estão abertos para anúncios em aplicativos em troca de conteúdo grátis ou um menor
custo do serviço e mostran-se, ainda mais receptivos para anúncios em aplicativos para tablets,desde que os mesmos sejam grátis.
Segundo a pesquisa, cerca de 85 por cento dos usuários de tablets dizem que estão vendo a mesma quantia ou mais da programação da Tv desde que começaram a usar apps de vídeo. Na verdade, para muitos, tem aumentado o número de espectadores de TV . Quase metade, 46 por cento, dos usuários de apps de vídeo , dizem estar mais envolvidos com os programas ou redes associadas com as aplicações de vídeo depois de acessá-los. E 35 por cento dos entrevistados para o relatório, dizem que usam seus dispositivos para visitar o website enquanto estão navegando com seus tablets ou dispositivos móveis.
Desse ponto ,podemos levantar a seguinte questão: Usar dispositivos móveis tira a atenção da audiência do programa de TV?
O estudo realizado pela CTAM, descobriu que muito pelo contrário, isso tem aumentado ainda mais o envolvimento dos consumidores com a programação.
Dai começam a surgir novos aplicativos chamados de : "Sync-to-TV" apps . A sincronização para TV refere-se a um aplicativo desenvolvido para a segunda tela (neste caso um tablet ou iPad 2) que reconhece um programa transmitido através de um aparelho de TV e lança módulos interativos na segunda tela correspondente com a programação.

Os consumidores relatam que a experiência de sincronização para TV torna-os mais propensos a prestar maior atenção ao programa, aumentando assim o seu envolvimento com o conteúdo ou com a publicidade, o que os mantem sintonizados por mais tempo no mesmo canal.

A idéia de sincronismo entre a programação é a segunda tela ,faz toda a diferença para o telespectador, pois o mesmo não precisa ir a um determinado site ou buscar por conteúdo extra, esse conteúdo praticamente “cai no seu colo” , transformando a experiência de ver televisão em uma atividade ainda mais envolvente.

Voltando um pouco ao assunto de segunda tela, muitos dirão que isso não implica que o conteúdo consumido pelos usuários sempre estará relacionado entre as telas (por exemplo, um membro da família pode estar usando o Facebook ou o Twitter para fins completamente alheios ao programa da TV). Porém,pensar nesses termos é talvez, limitar a real extensão que o advento da segunda tela pode trazer para o panorama Broadcaster , e com isso perder o quadro muito mais amplo em torno das oportunidades que se abrem de mídia social ( ou da chamada Social Tv), criando experiências mais uniformes de mídia conectada, e como estes fluxos podem se expandir para alem dos limites do sofa dos telespectadores.
Dessa forma podemos pensar na “segunda tela”como um dispositivo muito mais capaz de encontrar e gerenciar mídias de conteúdo do que é a TV, devido a alguns fatores como:
È portátil, é customizavel, e o mais importante de todos é fácil de usar.
A tabela abaixo ilustra onde os usuários de Vídeo Apps mais utilizam seus dispositivos.
O numero de entrevistados foi da ordem de 1460, estudo realizado pela CTAM entre 17 a 19 de Maio de 2011.    


Usuários de vídeo App Em ...



Smart-phones
iPod Touch
Tablets
Em casa
74%
76%
78%
Em um carro
55%
50%
31%
Outros locais fechados
48%
41%
37%
Locais ao ar livre
47%
36%
35%
Enquanto espera na fila
47%
35%
19%
Em restaurantes / cafés
41%
41%
28%
No escritório
41%
31%
35%
Em shopping centers
34%
29%
20%
transportes públicos.(Locomoção)
31%
28%
21%
Na escola
20%
30%
20%
Em um avião
18%
23%
27%




Fonte: CTAM 2011



No proximo post, discutiremos mais sobre a evolução do Advento Segunda Tela...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Anatel deve trabalhar com outorgas para grupos econômicos


Especialistas ouvidos pelo semanario Teletime, alertam para o risco de a Anatel trabalhar o licenciamento das outorgas do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) já utilizando o conceito de grupo econômico, como se cogita na agência. Existe a intenção dentro da agência de que seja dada uma outorga por grupo. No entanto, apontam especialistas, isso pode não ser possível em um primeiro momento. Isso porque as diferentes empresas que hoje controlam outorgas de cabo, DTH e MMDS têm composições societárias diferentes, situações fiscais diferentes e muitas vezes endividamentos, passivos trabalhistas e garantias bancárias vinculadas às redes. Unificar as outorgas sob um único CNPJ dentro do grupo econômico poderia causar problemas nessas situações. Além disso, a legislação (tanto a Lei Geral de Telecomunicações quanto a Lei 12.485/2011) falam sempre em autorizações vinculadas a empresas.
Do ponto de vista lógico, apontam especialistas, de fato não faz sentido que um mesmo grupo econômico tenha uma outorga de abrangência nacional e outras outorgas específicas para a operação em municípios, pois nesse caso haveria sobreposição. Uma ideia é que a Anatel utilize o padrão de decisões que sempre adotou em situações como essa, em que havia sobreposição de licença: dar aos grupos a possibilidade de unificar as licenças depois de 18 meses, por exemplo.
De qualquer maneria, o assunto ainda deverá ser analisado dentro da agência pela procuradoria jurídica e pelo conselho diretor antes da consulta pública, que está prevista para acontecer em só em novembro.
Enquanto isso ... 
Tenho notado a correria que as TV´s a Cabo tem realizado para cabear áreas antes "desprezadas" e agora com a possibilidade receber novos "entrantes", nessas areas,eles tem realizados verdadeiros esforços de guerra para marcar território e assegurar sua hegemonia.  
Vide a NET em São José dos Campos que do dia para noite resolveu cabear o Parque Industrial, que ha anos vinha requisitando a presença de uma operadora de Cabo na região e coincidentemente agora foi atendido.