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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Segunda Tela : Retrospectiva 2012 Parte 1


Em 2012, um monte de pessoas  usaram smartphones , tablets e ou laptops enquanto assistiam televisão. Mas como muitos, o que eles estão fazendo, e o que isso pode significar para a indústria de TV?
Essa é uma questão que tem sido debatida  em praticamente todos os setores de conferência que tenho participado, e não há falta de empresas de pesquisa para tentar nos ajudar  a compreender os hábitos dos telespectadores, e responder  adequadamente essa questão.
Com a chegada do final de ano, este é um bom momento para reunir alguns dos mais recentes estudos, e tirar algumas conclusões:

Os números apontam que entre 75% e 85% dos telespectadores usam outros dispositivos movéis, enquanto assistem TV, embora muitas dessas pessoas estejam  fazendo tarefas não relacionadas a programação propriamente dita  é surpreendente quantas pesquisas mostram que  cerca de 60% destes chamados “teleparticipantes”  estão realmente usando seu segundo dispositivo para procurar algo relacionado com o conteúdo que estão assistindo.
Também podemos ver que  mais de um quinto dos telespectadores estão conversando no Facebook ou no Twitter sobre os shows que eles estão assistindo, embora, novamente, muitas pessoas estão nesses sites por razões não relacionadas (entre 42% e 48% do total, o que inclui o uso de conteúdos relacionados e não relacionados).
Abaixo estão os estudos, em ordem cronológica inversa por data de publicação.

eDigitalResearch / IMRG (Outubro de 2012)
Esta foi uma pesquisa com 2.000 pessoas no Reino Unido realizada no início de julho de 2012. Constatou-se que 80% dos proprietários de smartphones, 81% dos donos de tablets  e 73% dos donos de laptops usam seus dispositivos em frente à TV. 41% das pessoas têm usado um destes dispositivos para procurar um produto depois de ver isso em um show ou anúncio.
IMRG é "a associação do Reino Unido para a indústria de varejo eletrônico", por isso fez questão de frisar as implicações para os varejistas, especialmente em termos de assegurar o quanto os  smartphone e tablet são mais amigáveis a navegação. Sites e aplicativos empataram nos anúncios que estão em execução na TV.

Red Bee Media / Decifrar (Outubro de 2012)
Esta pesquisa com mais de 2.000 proprietários britânicos de tablets e  smartphones, laptops, afirmou que 86% usaram um desses dispositivos enquanto assistem TV, embora apenas um quinto tenha usado  algum tipo de  "apps  para sincronismo de conteúdo.
Desses usuários de aplicativos, 55% estavam ansiosos sobre a capacidade de responder a enquetes ou votações nestes aplicativos , enquanto 52% gostaram da possibilidade de participar ou de influenciar o conteúdo que estão assistindo.
O estudo também descobriu que 52% dos entrevistados tinham usado uma segunda tela para descobrir mais sobre um programa de TV, e que um terço , disse que estavam mais propensos a assistir a um show ao vivo, em vez de se utilizar de  “catch-ups”, caso houvesse muita agitação social, em torno do conteúdo ao vivo.
44% dos “teleparticipantes”   usam a segunda tela para descobrir mais sobre marcas ou anúncios, enquanto 56% estão abertos para receber anúncios direcionados através de aplicativos síncronos, e 40% estariam dispostos a receber ofertas e promoções em seus dispositivos com base em produtos apresentados na TV.
 Enquanto isso, um quarto dos entrevistados disse que pagaria por um aplicativo de segunda tela algo entorno de  US$ 1,27 por aplicação, em média.

Verizon / Harris Interactive (Outubro de 2012)
A Verizon encomendou a Harris  uma votação com aproximadamente 2.319 norte-americanos que estavam planejando assistir os debates presidenciais dos EUA. Constatou-se que 65% desses ,disseram que estavam indo para fazê-lo com um smartphone, tablet ou computador em suas mãos .
41% disseram que seria "algo provável",de  usar a segunda  tela para checarem as declarações de Barack Obama e Mitt Romney, enquanto 39% eram pouco propensos a seguir as reações dos repórteres políticos.
Este não é um fluxo unidirecional de atualizações de redes sociais, no entanto, 23% das pessoas que planejavam assistir aos debates, disseram  que iam  apostar suas próprias reações no Facebook e 14% no Twitter.


BSkyB / YouGov (Setembro de 2012)
BSkyB encomendou a  YouGov  uma pesquisa sobre como a mídia de tecnologia e redes sociais estão mudando os hábitos de assistir à TV, com base em 4.465 respostas.
A figura abaixo nos mostra que: 75% dos britânicos assistem TV com um segundo dispositivo na mão. E o que eles estão fazendo? 65% estão a navegar na web, 60% estão lendos/mandando e-mail e 48% estão usando redes sociais.
O estudo também se aprofundou nos hábitos dos telespectadores entre 18-24 anos de idade, e descobriu que 24% usam o Facebook para encontrar algo para assistir, enquanto no Twitter o uso é de 9%. 
37% compartilham algo sobre um show que estão assistindo  em alguma mídia social, enquanto 31% indicam algum programa para pessoas que não sabem o que assistir.
No geral, 24% das pessoas pesquisadas disseram que usam as mídias sociais para recomendações de TV, enquanto 12% das pessoas dizem "eles mudariam de canal “,só por causa de algo que viram na mídia social.

Estudo do Google multi-telas

Google / Ipsos / Sterling (agosto de 2012)
Este é atualmente um dos estudos mais amplamente citados de segunda tela, graças em parte à sua advertência para a indústria de TV , de que a" Televisão já não chama a nossa atenção como antes ": 77%  das pessoas assistem o conteúdo da TV em outros dispositivos.
O estudo, que envolveu 1.611 participantes dos Estados Unidos, sugeriu que 81% das pessoas usam smartphones enquanto assistem TV, enquanto os laptops são usados por 66%  enquanto assistem TV.
As principais atividades incluem  e-mail (60%), navegação na Internet (44%), redes sociais (42%) e jogar jogos (25%).
Google sugeriu que 22% da "utilização simultânea" de mais de  um dispositivo é complementar -,ou seja, um uso está relacionado com o outro. Ele também descobriu que 22% dos entrevistados procurou algo em seu smartphone, porque eles viram na TV - um número que se decompõe em 17% por causa de um anúncio, e 7% por causa de um show ou programa de TV. (obviamente,pode haver  uma sobreposição).

Ericsson (agosto de 2012)
Estudo da Ericsson de hábitos de TV e vídeo foi baseado em seu programa de pesquisa “ConsumerLab”, que envolveu  entrevistas com 100.000 pessoas por ano em 40 países.
Sua principal descoberta foi que 62% das pessoas usam mídias sociais enquanto assistem TV - 18 pontos percentuais a mais do que em2011 . 40% deles estão discutindo o que estão assistindo em redes sociais.
O relatório observou que a TV social não é só para os jovens: 30% desse numéro é composto por um publico entre 45-59 anos de idade que quer se envolver com TV social pelo menos semanalmente.

Deloitte (agosto de 2012)
Pesquisa da Deloitte de 4000 pessoas no Reino Unido ,se aprofundou nos hábitos da  segunda tela e  afirmou que 24% de todos os entrevistados usam  segunda tela, e quase a metade dos entrevistados entre 16-24 anos de idade, utilizam seus dispositivos para  para discutir o que esta assistindo na TV.
A pesquisa sugere ainda  que há uma "apetite " para interagir com shows a partir de segunda tela, com apenas um décimo dos entrevistados navegando na internet para obter informações sobre o programa que estão assistindo.
40% disseram que seriam  capazes  de enviar comentários de um show ao vivo, mas em contrapartida  68% disseram que não gostariam de ver  websites de produtos, pessoas ou anúncios que acabaram de ver na TV "abrindo automaticamente no seu computador, tablet ou smartphone ".
A pesquisa  da Deloitte nos mostra que o habito de uso da segunda tela  tem muito mais impacto sobre a condução de "conversas sobre um programa”,do que a  interação  com ele. Isso é algo muito mais parecido com o que as pessoas fazem quando comem e conversam enfrente da TV, do que a busca de um engajamento mais profundo como o programa ou comercial que esta sendo exibido.

No proximo post continuaremos a discutir mais algumas pesquisas 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Advento Segunda Tela: O Teleparticipante! ( Parte II )


O Advento Segunda Tela e o sincronismo de mídias, tem despertado o interesse de muitos provedores de conteúdo.
Um exemplo disso foi dado pela canal Fox, que lançou um aplicativo que sincroniza TVe tablets (no caso, o IPad2). O aplicativo foi desenvolvido para ser utilizado enquanto se assiste à série Bones.a ideia é que o conteúdo do iPad seja sincronizado com o que é exibido na TV em “tempo real”, e exiba informações adicionais, que complementem o seriado.
Durante o programa, é possível ainda conversar com outras pessoas que estão assistindo ao seriado, checar a biografia dos personagens e ler pistas que ajudam a desvendar os casos da série.

Ao ver aplicativos desse tipo é impossível não pensar que finalmente o paradigma do telespectador esta sendo quebrado.
Uma das principais características da TV Digital Interativa são as possibildades de interação com os quais os telespectador se depara,e geram uma quebra do fluxo continuo da programação de TV. Essa quebra de fluxo continuo esta mais próxima da linguagem multimidia do que própriamente da forma de se ver TV, pois ela insere elementos de hipertexto,com links e associações. Isso muda substancialmente a forma como o telespectador esta acostumado a se relacionar com a TV,e gera nele a necessidade de “aprender” um nova forma de assistir TV.Com isso a TVDigital Interativa gera uma mudança cultural que vai muito alem da mudança tecnológica. Trazendo a tona, novos modos de pensar, agir e sentir, para dentro da experiência de assistir TV. Neste sentido ao modificarmos a cultura do telespectador (em função também da nova linguagem de produção do conteúdo áudio visual), também estaremos gerando mundanças na maneira de como as pessoas adquirem conhecimento e na forma como entendem o mundo a sua volta. Estaremos por fim, vendo o nascimento de um novo conceito. O conceito do Teleparticipante.
Até hoje o conceito de telespectador é o de um sujeito passivo diante da programação. Através dos recursos interativos,da segunda tela , da possibilidade de personalização da grade de programação , de gerar conteúdo etc, nasce o Teleparticipante,este é o novo conceito de publico que passaremos a lidar.

E quem é o Teleparticipante ?
O Teleparticipante, não precisa ser um heavy user em informática, ou coisa do gênero. Ele é o telespectador trazido para dentro da TVDigital ,convidado por interfaces gráficas amigáveis e aplicativos mnemônicos e auto-explicativos que abrem toda uma gama de facilidades ainda não experimentadas.
O Teleparticipante poderá manipular informações ao longo da exibição do programa( ou responder a estímulos do apresentador de um programa de auditório,ou enviar questões para um talk show). 
As opções de interação aparecem na tela por meio de “icones”,em seus dispositivos móveis, que podem ser acionados sem a necessidade do controle remoto. Os botões abrem as camadas interativas e permitem a navegação dentro dessas camadas.
Para isso, os recursos interativos devem ser tão inteligentes e amigáveis o quanto possível para atrair novos clientes e fidelisar os que estão na base. A simples bandeira de interatividade, ou da segunda tela, sem um real propósito, e mais ainda, sem uma bom modelo de negócio atrelado a ela, não resultara em receita instantânea mas sim na fuga dela.

O uso racional e criativo da interatividade é que tornará o diferencial estratégico entre as empresas ; mostrando que a união entre usabilidade e interface gráficas amigáveis começam muito antes do usuário apertar o botão “Power” de sua TV ou Tablet.

É importante lançarmos um olhar agora para o universo da publicidade e vermos que até agora no mundo inteiro (apesar de diversas tentativas) não há realmente um só anuncio de TV Interativa que seja atraente o suficiente para convencer os anunciantes, analistas financeiros e claro os próprios consumidores de perder seu “precioso tempo” pressionando ícones para ver mais detalhes de um produto.
Isso porque, o consumidor sempre estará mais apto a desfrutar de sua programação sem interrupções em sua “primeira tela”, e respondera as chamadas de “segunda tela” que lhe pareçam mais sensatas.
Se seguirmos este pressuposto, então veremos que o futuro da publicidade interativa deve estar de alguma maneira atrelado aos anúncios que utilizan-se dos artifícios de sincronização com os dispositivos de segunda tela. A grande sacada aqui é fazer com que o anuncio se conecte com o consumidor através dos dispositivos móveis, enquanto esse esta sendo veiculado na primeira tela.
Imagine um anuncio de carro que inicialize um app em um tablet, quando este estiver sendo veiculado na primeira tela. E esse app, lhe traga informações extras sobre o produto anunciado.
Esse é um tipo de conexão que não é facil de se conseguir, pois devemos reconhecer que de fato o interesse dos consumidores em tornarem-se ativos e envolver-se com os comerciais é baixo. Mesmo porque a hora do
comercial” é um momento de grande distração, onde as pessoas aproveitam para ir ao banheiro, para levantar e tomar um café, ou mesmo para iniciar uma conversa na sala. Mas acredita-se que com a proliferação dos dispositivos de segunda tela, as probabilidades de engajamento do publico alvo com seu produto aumentara consideravelmente, se os dispositivos estiverem sincronizados. Mais do que nunca a máxima de conhecer o comportamento do consumidor será uma verdade, pois transformara desafios (distração) em oportunidades.
Quando os anunciantes forem capazes de considerar os tipos de distração que estão levando seus usuários para longe do campo de visão da Tv, descobrirão que os mesmos dispositivos responsáveis por essa distração, são na verdade o veiculo que lhes trará toda a atenção de volta, através do sincronismo de midias tornando-os em um veiculo de publicidade ainda melhor.
A sincronização entre dispositivos moveis ( segunda tela) e a Tv ,permitira a publicidade uma variedade de novas direções. Direções essas , que hoje ainda não sabemos quais são , pois tanto desenvolvedores quanto usuários estão engatinhando nesse novo universo de oportunidades, mas não se enganem é preciso que todos estejam preparados para o Advento da Segunda Tela e de seu melhor usuário: o Teleparticipante!

Bibliografia:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O nascimento de um novo conceito: O Teleparticipante

Uma das principais caracteristicas da TV Digital Interativa é que as possibildades de interação com os quais os telespectador se depara, geram uma quebra do fluxo continuo da programação de TV. Essa quebra de fluxo continuo esta mais próxima da linguagem multimidia do que própriamente da forma de se ver TV, pois ela insere elementos de hipertexto,com links e associações. Isso muda substancialmente a forma como o telespectador esta acostumado a se relacionar com a TV,e gera nele a necessidade de “aprender” um nova forma de assistir TV.Com isso a TVDigital Interativa gera uma mudança cultural que vai muito alem da mudança tecnológica. Trazendo a tona, novos modos de pensar, agir e sentir para a experiencia de assistir TV. Neste sentido ao modificarmos a cultura do telespectador (em função também da nova linguagem de produção do conteudo audio visual), tambéms estaremos gerando mundanças na maneira de como as pessoas adquirem conhecimento e na forma como entendem o mundo a sua volta. Estaremos por fim, vendo o nascimento de um novo conceito. O conceito do Teleparticipante.
Até hoje o conceito de telespectador é o de um sujeito passivo diante da programação. Através dos recursos interativos, da possibilidade de personalização da grade de programação , de gerar conteúdo etc, nasce o Teleparticipante, que vem para quebrar o paradigma da grade de programação com horários pré-definidos ,esse Teleparticipante ,que é o usuário da TV Interativa; é o novo conceito de publico que passaremos a lidar.
E quem é o Teleparticipante. ?
O Teleparticipante, não é um heavy user em informatica,ou coisa do genero ele é o telespectador trazido para dentro da TVDigital ,convidado por interfaces graficas amigaveis e aplicativos minemonicos e auto-explicativos que abrem toda uma gama de facilidades ainda não experimentadas.
O Teleparticipante poderá manipular informações ao longo da exibição do programa( ou responder a estimulos do apresentador de um programa de auditório,ou enviar questões para um talk show).
As opções de interação aparecem na tela por meio de “icones”, que podem ser acionados pelos botões interativos do controle remoto. Os botões abrem as camadas interativas e permitem a navegação dentro dessas camadas. Dessa forma vemos que o controle remoto deve ser entendido como a extensão da interface entre o Teleparticipante e o sistema Interativo. O controle remoto é a porta de acesso para a interatividade, por isso alem de funcionalidades de controle remoto, deve-se pensar nas funcionalidades e usabilidade das teclas interativas, onde a navegação pelos menus e interfaces deve ser a mais simples possivel, aproveitanto ao maximo a familiaridade que o antigo telespectador tinha do aparelho de TV.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Interatividade 2

Apesar de todas as vantagens trazidas com a TVDigital entre elas:
Imagem superior ao DVD. (Alta Definição),
SOM de CD ( em breve 5.1 e muito mais ).
Muitos ainda podem se perguntar interatividade pra que ?
Temos conteúdo para a tão falada interatividade, será que não estamos querendo transformar a TV em PC ?
Não se enganem, TV não é PC. Os recursos interativos devem ser tão inteligentes e amigáveis o quanto possível para atrair novos clientes e fidelisar os que estão na base. A simples bandeira de interatividade sem um real propósito e mais ainda sem uma bom modelo de negócio atrelado a ela, não resultara em receita instantânea mas sim na fuga dela.
O uso racional e criativo da interatividade é que tornará o diferencial estratégico entre as empresas ; mostrando que a união entre usabilidade e interface gráficas amigáveis começam muito antes do usuário apertar o botão “Power” do Set Top Box.
Assim, não ira demorar muito para surgir um novo conceito chamado de TV Conectada.
E a presença de um novo membro na sala de estar que eu chamo de : Teleparticipante.
Falarei mais sobre ele no próximo post.